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Paixão colorada

Nani Chemello: Inter precisa recuperar o legado de Fernandão

Ídolo completaria 48 anos nesta quarta-feira (18)

18/03/2026 - 18h42min


Nani Chemello
Nani Chemello
Mauro Vieira/Agencia RBS
Fernandão morreu em 2014, aos 36 anos.

É sempre emocionante falar de Fernandão. Dentro de campo, em quatro anos, foi responsável pelo gol mil em grenais, participou de dois títulos estaduais, venceu a Copa Dubai e foi capitão das conquistas mais importantes da história do Inter: a Libertadores e o Mundial.

Mas seu legado vai além do campo.

No inverno de 2005, o centroavante, ainda sem ter alcançado o patamar de ídolo, foi à Casa de Saúde Menino Jesus de Praga para levar doações e alegrar a criançada. Uma atitude louvável, de alguém que entende seu papel no mundo. Sei disso pois minha família morava nas proximidades, e tive a honra de ser levada pelo meu avô e minha dinda para conhecê-lo. Eu não imaginava o quão marcante seria aquele momento (e a foto que tiramos) na minha vida.

Ao longo do tempo, Fernandão provou sua ética, sua humildade, sua dedicação, seu profissionalismo, sua benevolência, sua solidariedade e tantas outras virtudes que o fizeram ser admirado inclusive pelos rivais.

Infelizmente, ele nos deixou de maneira repentina e precoce, abriu um buraco no coração dos colorados que jamais será preenchido.

Queria ver mais de seus ensinamentos dentro do clube. Nos últimos anos, os dirigentes, os membros do conselho deliberativo, os jogadores, os profissionais das comissões técnicas parecem ter esquecido do homem que mudou a história do Inter.

Fica aqui o meu pedido para que estes que têm a caneta dentro do clube se espelhem em Fernando Lúcio da Costa. O torcedor gostaria muito disso.

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