Paixão colorada
Nani Chemello: novo momento de Alan Patrick é benéfico ao Inter
Time não depende mais do camisa 10


Eu sou fã do futebol de Alan Patrick. É o camisa 10 clássico que todo torcedor quer ver no seu time. Colabora com gols e assistências, é inteligente, habilidoso, e tem a capacidade de mudar uma partida como poucos. Por tudo isso, o Inter criou uma “Alan Patrick dependência” nos últimos 4 anos. Mas isso mudou.
Paulo Pezzolano encontrou um jeito de jogar que dispensa um articulador. Focado em transição, velocidade, intensidade e força física, o estilo de jogo atual funciona sem Alan. E isso é ponto positivo: se quiser ou precisar mudar a estratégia, tem um jogador extremamente qualificado para isso.
A situação gera também dúvida nos adversários, uma imprevisibilidade que antes não existia. O técnico rival deve, obrigatoriamente, preparar o time de maneiras diferentes para enfrentar o Inter com ou sem o camisa 10.
Esse novo momento exige gestão de grupo, que é conduzida com perfeição por Abel Braga e Pezzolano. Eles evitam qualquer polêmica ao redor do assunto: o jogador deixa a vaidade de lado, entende seu papel na equipe e não se incomoda com o banco, pois coloca o time à frente do individual.
Para o Gre-Nal, começaria com Alan Patrick no banco de reservas, mas não vejo como certa ou errada a escalação dele nos 11 iniciais, desde que faça sentido na estratégia adotada para o jogo. Confio em Paulo Pezzolano para tomar a melhor decisão para o Inter sair com a vitória.