Paixão Colorada
Nani Chemello: o pior erro da gestão Barcellos
A direção parece distante de compreender que o maior patrimônio do Inter é a sua torcida


A baixa presença de público no Brasileirão tem explicação. E, justamente nos jogos que fogem desse padrão, como o Gre-Nal e o confronto diante do Mirassol, o torcedor não encontra recompensa. Dentro das quatro linhas, o Inter é o pior mandante da competição.
Fora de campo, a experiência do torcedor também tem sido frustrante. No jogo contra o Mirassol, os relatos foram diversos.
Em uma partida às 11h de um domingo, com clima favorável e perfil mais familiar, faltou planejamento básico. Os bicicletários não comportaram a demanda, e houve quem simplesmente desistisse de ficar para o jogo. É um problema pontual, mas previsível e possível de evitar.
Alguns torcedores que decidiram ir de última hora foram impossibilitados pela instabilidade do site e do aplicativo. A alternativa, a Central de Atendimento ao Torcedor, criada justamente para dar suporte em situações como essa, estava com longas filas por problemas com a biometria facial.
Há ainda a limitação no empréstimo das carteirinhas, antes mais flexível, hoje restrita a poucos convidados cadastrados, que atinge diretamente os torcedores do interior e famílias que utilizavam esse recurso para manter o vínculo com o clube.
Defender estádio cheio é um princípio que carrego, mas também entendo quem deixou de tratar a ida ao Beira-Rio como prioridade, independente do motivo. Os 15 mil de sempre seguirão presentes, mas trazer de volta quem se afastou ou convencer novos torcedores dificilmente acontecerá enquanto o que se oferece for apatia em campo, resultados ruins e obstáculos fora dele.
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