Paixão Colorada
Nani Chemello: o que tirar do título da Recopa Gaúcha
Inter garantiu a taça após vitória sobre o Brasil de Pelotas, no Bento Freitas


São dois os pontos positivos que o Inter pode tirar do título da Recopa Gaúcha. O principal deles é a recompensa para o torcedor do Interior.
Mesmo com protestos na chegada do ônibus em Pelotas no dia anterior, o apoio durante os 90 minutos foi intenso por parte dos mil colorados que foram ao Bento Freitas.
Na arquibancada, vendo e conversando com crianças que nunca foram ao Beira-Rio ou com idosos que nunca tinham assistido a um jogo do Inter in loco, me senti genuinamente feliz com o título. O sentimento não foi relacionado à taça, mas por essas pessoas que mereciam ver a vitória.
Dentro de campo, é difícil avaliar coletivamente um time alternativo, o que mostra a falta de qualidade do elenco. Poucas jogadas trabalhadas, gols que saíram de bolas na área e uma defesa que sofreu consideravelmente.
Individualmente, alguns jogadores deixaram claro novamente que o máximo que eles podem entregar para o clube é insuficiente para brigarem por titularidade ou, ainda, entrar em jogos da Série A.
Alan Patrick e Borré mostraram também o motivo do banco de reservas nos últimos jogos. O colombiano, apesar do gol, que espero que dê confiança para voltar a marcar no Brasileirão, desperdiçou chances claras. O camisa 10 até fez um primeiro tempo buscando protagonismo, mas no segundo caiu fisicamente.
O que se tira de bom da partida é o poder de reação. Mais uma vez, o Inter saiu atrás e, mesmo restando poucos minutos do segundo tempo, buscou o placar. Isso aconteceu em três dos últimos quatro jogos. Um mental forte que deve ser levado como receita para o restante da temporada. Vamos, Inter!
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