Paixão Colorada
Nani Chemello: A lição que fica do ciclo Borré no Inter
Grandes contratações não são sinônimo de sucesso


Borré, Alario e Valencia. Não vou negar que quando foram anunciados, eu me empolguei.
Torcedor é assim, é passional, acredita no lúdico e se encanta por jogadores de nome. Mas a missão de analisar todos os fatores (finanças, histórico de lesões, momento da carreira, características técnicas, táticas e até comportamentais) é da direção. E, mesmo quando na teoria tudo isso parece fazer sentido para contratar, na prática pode, por diversos motivos, não dar certo. E não deu.
Alario teve uma passagem curta e praticamente sem impacto. Borré alternou entre altos e baixos, sem conseguir se firmar como protagonista. Valencia talvez tenha sido o que mais deixou lembranças, positivas e negativas. Ficou marcado por chances perdidas em um jogo que o torcedor jamais esquecerá, mas também fez um golaço em uma final de um Gauchão diferente dos outros.
Em comum? Os três marcaram gols em Grenais. Ainda assim, nenhum conseguiu justificar o investimento e a expectativa que cercaram suas contratações.
Isso também não significa que eles sejam os únicos responsáveis pela ausência de grandes títulos. Mas, olhando em retrospecto, é difícil não pensar que o dinheiro apostado neles poderia ter sido utilizado de forma mais eficiente.
Acredito que, pelo menos, a direção tenha tirado uma lição importante desse ciclo. O novo modelo de contratação aponta para um caminho diferente, de atletas mais acessíveis financeiramente e com melhor relação entre custo e benefício.
Espero que a reposição de Borré faça mais gols e, principalmente, caiba no bolso do Inter.
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