Cenário desesperador
Nani Chemello: coletiva de Fabinho foi um retrato do momento do Inter
Executivo bancou a permanência de Paulo Pezzolano


O jogo do Inter contra o Santos foi ridículo desde a escalação, com Félix Torres e Ronaldo iniciando entre os 11. Depois da bola rolar, em 30 minutos já tinha um vencedor.
Pior que isso foram as falas de Fabinho Soldado e a permanência de Paulo Pezzolano como técnico.
— É um pronunciamento ou coletiva? — essa foi a primeira frase proferida por Fabinho ao se posicionar para a entrevista após a derrota vexatória dentro de casa.
Essas palavras já mostram a bagunça do clube e me deixaram com um sentimento horrível de vergonha alheia. Não consigo entender tamanha desorganização para algo tão simples.
Passada essa primeira confusão, o conteúdo das respostas do executivo colorado me deixou mais preocupada do que já estava. Começando pela confiança no trabalho de Pezzolano, citando o entusiasmo dele para seguir comandando o time.
Caso Fabinho não tenha percebido, toda essa motivação não está gerando resultados, e o Inter, com 5 vitórias em 26 jogos, precisa dobrar de desempenho.
Depois, ao tentar explicar a dificuldade em campo, ele cita que cada rodada uma situação inexplicável acontece. Eu discordo. Com tanta falta de qualidade, não é tão difícil assim encontrar um diagnóstico.
Erros individuais que atrapalham o time desde o começo do ano se juntaram a opções péssimas do treinador, piorando o aproveitamento que já era ruim no primeiro turno.
Só uma mudança brusca pode chacoalhar o ambiente. O que falta para a direção perceber algo que está na cara dela?
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