Elevador
Análise do DG: o sobe e desce de Grêmio e Inter pós Gre-Nal
Confira os atletas que tiveram rendimento positivo no primeiro clássico da Arena

A equipe de Esportes do Diário Gaúcho monta o elevador do Gre-Nal:
GRÊMIO
Sobe:
- Rhodolfo - A novidade do clássico. Entrou com naturalidade e mostrou credenciais.
- Pará - O esquema favoreceu seu ímpeto, foi para cima de Kleber e levou vantagem por ter mais energia.
- Riveros - Mostrou ser de alto nível desde a estreia. Entrou no time e nem precisou de adaptação.
- Alex Telles - Foi bem como ala, o Grêmio criou muito pelo seu lado. É a grande novidade do time em 2013.
- Kleber - A cada jogo, vira mais titular. Foi bem no Gre-Nal, sofreu pênalti. Aplicado, fez falta em D'Ale na defesa, por exemplo.
- Barcos - O gol de pênalti foi a cereja do bolo. A atuação foi do nível daquelas dos seus primeiros jogos no Grêmio.
- Ramiro - Outra boa novidade vinda do Juventude. Sempre que entra, mostra resultado.
- Paulinho - Só pelo fato de entrar no Gre-Nal já representa alguns andares acima. Entrou no grupo quinta-feira.
- Maxi Rodríguez - Está como Ramiro, sempre que entra mostra algo diferente. Já há quem o defenda como titular.
- Renato Portaluppi - Conseguiu, sem Zé Roberto e Vargas, montar um time firme na defesa e agressivo no ataque. Anulou os meias do Inter, avançou os laterais e bloqueou os cruzamentos perigosos de Ednei e Kleber. Assim, isolou Damião e Forlán.
No mesmo andar
- Dida - teve atuação segura, manteve o padrão dos últimos jogos.
- Werley - Foi firme como de costume e não estranhou o esquema com três zagueiros.
- Elano - Enquanto tem gás, faz a diferença. O problema é que cansa no segundo tempo. No clássico foi assim.
Desce
- Bressan - Foi envolvido no lance do gol e correu risco de ser expulso no primeiro tempo.
- Adriano - Não desceu o elevador, despencou. Escapou da expulsão, apelou para faltas no meio do campo.
INTER
Sobe:
- Willians - Recuperou-se da precipitação no pênalti com o lance do empate. Marcou firme e saiu para o jogo. Errou menos passes.
- Jorge Henrique - Passou o primeiro tempo correndo atrás dos volantes adversários. No segundo tempo, como lateral, teve excelente atuação e evitou dois gols. É diferenciado na questão tática.
- Leandro Damião - Centroavante que se preze aparece em jogos como o Gre-Nal. Damião fez mais, brigou o tempo todo e incomodou os zagueiros a tarde inteira.
- Scocco - Jogou 25 minutos e deu boa amostragem. O chute em curva que passou perto do poste serviu como credencial.
No mesmo andar
- Dunga - Conseguiu, com a mudança no intervalo, tirar o time de trás. Mostrou que sabe usar as ferramentas que os jogadores oferecem, como Jorge Henrique na lateral e Fabrício na meia.
- D'Alessandro - Não desequilibrou como de costume, mas liderou o time e exerceu bem o cargo de capitão.
- Josimar - Jogou mais fixo e centralizado do que de costume. Manteve o bom nível das atuações. É uma afirmação de Dunga.
- Juan - Sereno e eficiente como em quase todas as jornadas deste ano. É um zagueiro técnico e discreto.
- Kleber - Ficou restrito à marcação, já que Pará jogou como um ponta-direita à moda antiga. Teve trabalho com a energia do rival.
- Muriel - Manteve o bom nível das últimas atuações. Está afirmado, já representa segurança para a defesa.
- Ednei - Teve trabalho com Alex Telles e não pôde apoiar e mostrar sua principal virtude, o cruzamento.
Desce
- Fabrício - Precisa rever seus conceitos. É talentoso, vai bem tanto na lateral quanto no meio. Mas precisa se controlar mais, está sempre nervoso.
- Forlán - Apagado, muito longe de ser a referência que precisa ser - e que até já foi neste ano. Submeteu-se muito fácil à marcação.
- Ronaldo Alves - Havia ido mal contra o Náutico e mostrou-se inseguro no clássico. O cabeceio a um palmo do chão para afastar uma bola o marcou.