Pandemia
Luciano Périco: aposto que sairemos melhores disso tudo
É na adversidade que as pessoas se humanizam


As pessoas já demonstram cansaço de estarem isoladas. Mesmo com todo o conforto, a rotina de trabalhar em casa vai se tornando enfadonha. O abraço, o calor humano e a proximidade dos amigos estão fazendo falta. O coronavírus nos estagnou, prendeu e segregou. Pare. Respire. Pense.
Será que a volta da bola rolando pelo mundo é algo que está próximo de ser uma verdade? Com certeza, não. Se engana quem pensa a contrário. É preciso deixar de lado o desejo que todos nós temos, por sermos apaixonados pelo esporte, para que as atividades sejam retomadas de imediato.
Temos que tratar a questão com consciência. Acatar as medidas indicadas pelos órgãos de saúde. Ficar em casa. E talvez, ali na frente, nem seja possível retomar a normalidade perdida. A pandemia do coronavírus ainda vai demorar para ser controlada. Pode ser em maio, talvez em junho, quem sabe em julho e não dá para descartar agosto. Ninguém sabe. O reinício dos jogos pode ser sem público.
A única certeza que temos é que quando tudo isso passar, a vida da gente será diferente. O abraço terá outro valor. Veremos que o ódio vigente nas redes sociais é muito menor do que a solidariedade que podemos ter com o próximo.
Somos craques do improviso na adversidade. Artistas sem palcos, presos em casa, cantam em lives concorridas na internet. Atletas tentam treinar em casa. Atos de caridade brotam por todos os cantos para ajudar aqueles que precisam. É na adversidade que as pessoas se humanizam. Aposto que sairemos melhores disso tudo. Tenho fé que sim.