O novíssimo normal
Luciano Périco: o futebol gaúcho de 2020 é uma gigante caixinha de surpresas
Troco bola de couro por de cristal para seguir escrevendo com alguma certeza


Só Deus sabe o que vai acontecer. Existem muitas dúvidas sobre o retorno do Gauchão. Quando tudo parece resolvido, pinta algum problema. Tudo começou com o veto a todos os jogos em Porto Alegre.
Gre-Nal fora do Beira-Rio. Caxias do Sul passou a ser o palco. Se pensou em trocar para Novo Hamburgo. As autoridades da cidade proibiram. Voltou para a Serra. Com o corte do Estádio do Vale, Noia e Aimoré seria em São Leopoldo. Não vai mais. O prefeito do município, Ary Vanazzi, proibiu jogos na cidade quando o Índio Capilé não for o mandante.
Na zona sul, o Bra-Pel foi adiado. Pelotas tem um atleta com coronavírus. Como teve contato com os companheiros em treinos, pelas normas, todos em quarentena. Lobão não pode treinar e nem jogar. Gauchão está em um brete. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF), no olho do furacão. E tudo pode mudar a qualquer momento!
O milagre de Jesus
O substituto de Jorge Jesus escolhido pelo Flamengo terá pela frente um fardo gigante. Com um elenco milionário, o novo chefe do vestiário terá a comparação permanente com o português. Pressão à vista.
Os números do Mister são incríveis. Aproveitamento de 81,2%. Quatro derrotas em 57 partidas.
Não perdeu dentro no Maracanã. Conquistou Brasileiro, Libertadores, Recopa Sul-Americana, a Supercopa do Brasil e o Cariocão.
O nome de Renato Portaluppi sempre é especulado quando se fala em troca de técnico no Fla. Ao que parece, a ideia dos dirigentes do Mengão é repetir a experiência de contratar outro técnico estrangeiro. A relação de Jesus com o Flamengo foi uma eterna lua de mel, de uma paixão arrebatadora. O novo amor que chegará ao Rio vai precisar conquistar o coração da galera.