Paixão colorada
Lelê Bortholacci: o momento do Inter exige calma
Não se pode fazer terra arrasada pela derrota no Gre-Nal, ainda mais após uma partida decidida no detalhe e na felicidade de um lance individual


Digerir derrotas em clássicos, na grande maioria das vezes, não é fácil. Com gol no final é ainda pior. Como torcedor que sou, fico chateado, admito. Mas quem me acompanha aqui neste espaço sabe que não sou de fazer "terra arrasada", ainda mais após uma partida decidida no detalhe e na felicidade de um grande lance individual.
Sei que o "se" não existe no futebol, mas o rescaldo da derrota de sábado me parece muito mais "dolorido" pelo histórico recente de confrontos com o Grêmio do que pela atuação em si, que não foi boa, mas que também passou longe de ser inferior ao adversário.
Com um pouco mais de tranquilidade e competência de nossa parte, o placar poderia ter sido o mesmo, só que a nosso favor. Mas, como eu disse, o "se" não entra em campo.
Analisar os prós e contras de uma derrota é o primeiro passo para que ela não se repita. Nosso treinador se manifestou de uma forma que me agradou, pois ele afirma ter identificado tanto os problemas quanto os acertos. É importante considerarmos, também, que o trabalho comandado por ele recém começou e trata-se de um formato de jogo bem diferente do que o time de Abel apresentava.
Sem "terra arrasada"
Abel que, aliás, teve bastante dificuldade nos primeiros jogos e só fez o time encaixar após os jogadores conseguirem assimilar suas ideias. Foi rápido? Sim. Mas se fosse aplicada essa política de "terra arrasada" nos primeiros resultados negativos nem ele teria resistido. Sei que é difícil, mas o momento exige calma.