Engatinhando
Guerrinha: a diferença do futebol brasileiro para o europeu
Não temos elencos selecionáveis como os grandes da Europa e isso pesa na hora de botar as ideias dentro de campo


A cada dia que passa fica mais evidente que os técnicos estrangeiros, na sua imensa maioria, ainda não entendem o futebol brasileiro. Depois do estrondoso sucesso obtido pelo português Jorge Jesus, a busca de profissionais fora do país aumentou e muito. A maioria não sobreviveu.
Eles sabem menos do que os nossos? Pelo currículo apresentado, tudo indica que não. Então, qual o motivo de mais tombos do que sucessos?
A resposta é simples: quase todos eles, quando chegam, querem transformar o futebol brasileiro em europeu. Missão impossível, com uma única exceção: o Flamengo de 2019.
O atual comandante do Benfica, que lá também formou uma seleção e afundou na temporada, recebeu reforços de alta qualidade, oriundos do outro lado do oceano e conseguiu a proeza de encaixar todos eles no time. Deu samba.
Depois disso, quase todos os outros tentaram fazer o mesmo e caíram do cavalo. E o motivo é óbvio: não temos elencos selecionáveis como os grandes europeus e isso pesa na hora de botar as ideias dentro de campo.
Em termos financeiros, nosso futebol é pobre, não permite, na grande maioria das vezes, investimentos altos e a solução, quase sempre, é recorrer à base ou buscar jogadores quase aposentados. E o rendimento, evidentemente, desaba.
Enquanto os técnicos estrangeiros não descobrirem que aqui é tudo diferente, eles vão quase sempre fracassar.