Fim de ano terrível
Gustavo Manhago: renovações difíceis de entender na dupla Gre-Nal
No Grêmio, a permanência de Vagner Mancini foi o primeiro ato. No Inter, a demora em definir um novo técnico


O fim de ano da dupla Gre-Nal já foi terrível com o término do Brasileirão. O vexatório rebaixamento gremista e o melancólico 12º lugar colorado, com cinco derrotas nas últimas seis rodadas, deixaram os torcedores dos dois times bastante decepcionados. Quem diria que os dias subsequentes seriam ainda mais atemorizantes?
No Grêmio, a permanência de Vagner Mancini foi o primeiro ato. No Inter, a demora em definir um novo técnico. O Colorado estava na dependência de uma negociação de Diego Aguirre com a seleção do Uruguai — o que não se confirmou —, mas já se sabe que o atual treinador não ficará por aqui em 2022. O clube se sujeitava à espera, para não ter de pagar a multa rescisória, devido à dificuldade financeira. Tudo bem, vamos relevar. As discussões ainda estão no âmbito das comissões técnicas.
Eis que, na tarde desta terça-feira (14), surgiram informações de que o Inter tem negociações adiantadas para renovar com Rodrigo Lindoso e com Moisés. E o Grêmio, com Cortez. Mas o que é isso? Se fossem jogadores com contratos mais longos, terminando só no final de 2022, até se entenderia. Porém, não. Os três citados sairiam agora, em 31 de dezembro, sem problemas de rescisão. Mas os atuais dirigentes pensam em prolongar os contratos.
Aqui não se questiona as pessoas dos jogadores. Nada contra Cortez, Moisés e Lindoso. São as atuações deles que não contribuíram para o que Grêmio e Inter precisam. Falta qualidade. Cortez até fez parte do time vencedor na Arena em 2017. Mas já encerrou seu ciclo. Moisés e Lindoso nem isso. Nada ganharam por aqui. São renovações difíceis de entender.