Final feliz
Cães deportados para Portugal retornam a Porto Alegre
Dono precisou ir a Lisboa em busca de certificado exigido pelo Ministério da Agricultura


Pérola e Black pisaram novamente em solo gaúcho neste sábado. Mas, desta vez, puderam ultrapassar as portas do Salgado Filho e rumar à casa da família em Porto Alegre. O medo de nunca mais ver os dois mascotes atormentava a técnica em enfermagem Letícia Bittencourt Fernandes, 36 anos, há dois dias - quando os cães foram deportados para Portugal.
Na quinta-feira, ao desembarcar no aeroporto da Capital, a família foi informada que os cachorros não possuíam um documento veterinário exigido na alfândega. A alternativa era voltar imediatamente para Lisboa - ou sacrificar os animais.
Mesmo sob protestos, o marido português, Ruben Manuel Azeredo, 33 anos, retornou à terra natal em busca do o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). Apenas com a roupa do corpo e portando seus documentos, enfrentou mais 12 horas de voo e outras cinco no aeroporto português, em função da falta de informações.
Auxiliado por um veterinário, se deslocou até a Vigilância Sanitária e conseguiu o certificado. No local, foi informado pelos funcionários que não era necessário ter retornado a Portugal - já que, com apenas uma ligação, o documento poderia ter sido enviado para o Brasil.
- Foi uma viagem em vão - define.
Pouco antes das 20h deste sábado, o grupo desembarcou no Salgado Filho e foi recebido por Letícia que, emocionada, não escondia a saudade.
- Desta vez, eles não precisaram passar pela alfândega e não pediram o certificado. Apenas perguntaram se meu marido era "o homem dos cães" e liberaram - desabafa.
Indignada com a situação, procurou os funcionários e entregou o novo documento. Agora completa, a família espera resgatar a vida em Porto Alegre e fixar moradia na cidade natal de Letícia.
- A única coisa que eu quero é descanso e cuidar dos meus animais - resume Ruben.