Noite carioca
Kenny Braga: Jô e Jajá

Antes de o público conhecer a decisão da diretoria do Internacional face ao deslize de comportamento de Jô e Jajá, no Rio, após o jogo contra o Fluminense, antecipei no Sala de Redação o que me parecia óbvio. Não restaria outra alternativa para os dirigentes senão o afastamento definitivo de Jô e a aplicação de multa e afastamento temporário para Jajá.
No caso do centroavante, ele não deixou outra saída para o presidente Giovanni Luigi, porque pela segunda vez pisou feio na bola. Depois de ser afastado do grupo e treinar separado dos titulares, ele teve nova oportunidade. Viu-se, agora, que de nada adiantou o corretivo do clube.
Noite carioca
Mas Jajá, que conquistou espaço no grupo principal com futebol elogiável, surpreendeu negativamente. E deve estar arrependido por ter saído em companhia de Jô para conferir as delícias da noite carioca, sem o consentimento dos seus superiores. Acredito que, no futuro, ele não imitará Jô, atropelando mandamentos da disciplina e da hierarquia.
Mas a situação de Jô é irreversível. Com a hipótese de rescisão de contrato afastada, o Inter continuará, por enquanto, pagando seu salário. Até que apareça um clube que deseje ter o seu futebol por empréstimo, acreditando que noutros pagos o centroavante será diferente.