Decisão do Gauchão
Kenny Braga: Só título interessa

Tristezas não pagam dívidas, nem ganham títulos. É imperioso, portanto, que os jogadores do Internacional, participantes da noite frustrante de quinta-feira, no Engenhão, deixem a tristeza de lado para enfrentar o Caxias, domingo, na sua melhor condição psicológica.
É difícil, eu sei, mas o momento não reserva outra tarefa para os profissionais colorados senão a de ganhar outro título gaúcho no confronto com o time da Serra. A Libertadores só fica na lembrança dos colorados como mais uma tentativa do time de voltar à liderança do futebol do continente. O desempenho sofrível da equipe do técnico Dorival Júnior na primeira fase da competição foi a razão maior do fracasso concretizado no Engenhão.
Zagueiro
Na verdade, o jogo de quinta-feira reuniu o time de melhor aproveitamento da primeira fase contra o 16º, que só chegou a disputa do jogo porque teve uma ajuda do Santos na vitória contra o The Strongest. Isto, sim, deve merecer a análise séria dos dirigentes colorados.
Mas o desempenho do Colorado no Engenhão foi digno da história do clube, descontando-se, claro, o vazamento da defesa nos levantamentos de bola na área, exposto melancolicamente. O Inter tem que continuar apostando no seu potencial, sem a carga de tristeza e da frustração. E que não cesse, no Beira-Rio, até o início do Brasileiro, a busca de um grande zagueiro, de qualidade indiscutível na sua posição.