Aflitos
Cacalo: Vivo na memória
Partida contra o Náutico no Estádio dos Aflitos reacende memórias dos tricolores


Convidado pelo presidente Paulo Odone, acompanhei a delegação tricolor nos Aflitos naquela que se tornaria a grande Batalha. Quando o árbitro marcou aquele pênalti injusto contra o Grêmio, lá das arquibancadas, onde me encontrava, tive a sensibilidade de entender que fatos atípicos se sucederiam.
Não tive dúvidas. Com o coronel Elvio Pires, adentrei o gramado. Ainda não era a Batalha, era só a Invasão dos Aflitos. Fui ao encontro do técnico Mano Menezes e ajudei a retirar de campo o Patrício, machucado.
Depois, começamos a discutir com o árbitro e os auxiliares, tentando fazer vê-los a injustiça que se consumaria. Inútil. Discutimos e enfrentamos o mundo e durante todo esse tempo, percebíamos o nervosismo de alguns jogadores do Náutico, alguns se escondendo para não cobrar o pênalti.
O jovem lateral Ademar, escalado para fazê-lo, tremia, literalmente. Galato estava sereno e confiante. Cavamos, todos, o buraco na marca do pênalti, especialmente o meia Marcel. Todos os jogadores gremistas foram bravos e valentes. Souberam ter brios para enfrentar aquela desavença.
O resultado todos sabem. Anderson deu show, e o Grêmio foi heroico, épico, com sete contra 11. Acabou campeão e retornou à primeira divisão. A Batalha dos Aflitos ficou imortalizada. Nós que lá estávamos jamais esqueceremos aquelas cenas. O brilho da camisa tricolor espalhando pelo mundo sua grandeza, diante das dificuldades e o orgulho desmedido do torcedor e do presidente Paulo Odone.