Paixão Tricolor
Cacalo: pênalti
Leia a coluna do Diário Gaúcho na íntegra


Quando do Gre-Nal, inúmeras pessoas viram dois pênaltis contra o Grêmio, especialmente um em que a bola teria batido na mão de Anderson Pico, e deixaram de perceber um terceiro, em que a bola bateu na mão de Nei, lateral do Inter.
Sinto-me no dever de respeitar a opinião das pessoas. Mas posso divergir. Escrevi depois do clássico que o único erro do árbitro seria o fato de não ter expulsado o zagueiro Juan, do Inter, pelo carrinho imprudente e agressivo dado no lateral-direito Pará, que ia em desabalada carreira rumo à área do Inter.
Alguém disse que não tocou no Pará. E precisa? Ou a regra não diz que carrinho, por si só, já é uma jogada imprudente, ainda mais que o árbitro marcou falta? Não deu o segundo amarelo e deixou de expulsar o zagueiro. Deixei por conta da administração do jogo.
Pesos e medidas
Mas, agora, contra o Palmeiras, o mundo inteiro viu na hora do lance o pênalti do zagueiro Maurício Ramos no cruzamento de Zé Roberto. E, 24 horas depois, o que mais ouvi foi que a bola bateu na coxa e escorregou na mão, não houve intenção. Enfim, não teria sido pênalti.
Por favor, porque dois pesos e duas medidas? A minha posição atual é absolver os árbitros. Ainda mais depois que fui convencido de que erram para os dois lados, são seres humanos e não têm intenção. Mas se erram involuntariamente contra determinadas equipes são suspensos, afastados, enfim, punidos. Por que os critérios são diferentes?