Paixão Colorada
Kenny Braga: violência no futebol
Leia a coluna do Diário Gaúcho na íntegra

Quem conhece a história do futebol gaúcho sabe que há meio século ou mais os torcedores da dupla Gre-Nal assistiam ao clássico na mesma arquibancada. Não havia grades de ferro para separá-los. Os torcedores entravam e saiam dos estádios pelos mesmos portões, sem o risco de insultos ou agressões físicas.
Não era indispensável a presença de soldados para cuidar de uma torcida ou outra, evitando que encontros de camisas diferentes se transformassem em brigas selvagens. Mas tudo mudou na vida dos torcedores e não somente da Dupla que, bem ou mal, convivem sem prejuízos maiores, apesar da existência de desordeiros travestidos de torcedores.
Depredação
Fora de Porto Alegre, a situação é muito pior. Seguidamente ocorrem mortes longe ou perto dos estádios, provocadas por bandidos que se dizem torcedores. E, recentemente, sobrou até mesmo para um dirigente ilustre a ira dos torcedores do Palmeiras, inconformados com o fato de o time estar à próximo da Série B.
Com brutalidade selvagem, inadmissível em qualquer lugar, eles depredaram um restaurante tradicional de São Paulo, de propriedade do vice-presidente de futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo. Só não o lincharam, porque ele fugiu pelos fundos do restaurante. Até quando vamos assistir à ação dos insensatos?
Brevemente, o futebol será um esporte não recomendável para pessoas decentes e pacíficas.