Paixão Colorada
Kenny Braga: Campeões premiados
Leia a coluna do Diário Gaúcho na íntegra

Já houve um tempo, nem tão distante, que grandes jogadores de futebol, com status de ídolos, recebiam salários insignificantes comparáveis ao que ganhariam hoje. E, por isso, não conseguiram formar um patrimônio que garantisse uma velhice tranquila. Alguns enfrentam muitas dificuldades hoje em dia.
Foi pensando nessa situação que o governo federal regulamentou há poucos dias um auxílio para jogadores que se sagraram campeões mundiais com a Seleção Brasileira em 1958, 1962 e 1970. O benefício, já aprovado pelo Congresso, valerá a partir deste mês, após assinatura de portaria pelos ministros do Esporte, Aldo Rebelo, e da Previdência Social, Garibaldi Alves.
De barriga cheia
O benefício não ultrapassará o teto do INSS, hoje no valor de aproximadamente R$ 4 mil. E, para recebê-los, os jogadores campeões do mundo terão que requerer a pensão. Vale o mesmo para as viúvas, companheiras ou filhos menores de 21 anos. Em princípio, acho válida a concessão do benefício, mas se poderia contemplar também artistas de valores que enfrentam dificuldades em suas velhices e ninguém lembra deles.
Ao mesmo tempo, penso em jogadores que atuam hoje ganhando salários estratosféricos e que não se comparam em qualidades com os seus colegas do passado. E alguns ainda choram de barriga cheia e são verdadeiros monumentos à vaidade.