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Vítima do mau tempo

Homem morre ao proteger o filho de vendaval em Erebango, diz Defesa Civil

Conforme o coordenador do órgão na Região Norte, rapaz de 26 anos teria sido atingido por estilhaços de uma mesa de vidro

12/04/2014 - 18h13min

Atualizada em: 12/04/2014 - 18h13min


Casas ficaram totalmente destelhadas e árvores desabaram

O vendaval que destruiu casas e arrancou postes e árvores em dois municípios do norte do Estado deixou uma vítima fatal, segundo a Defesa Civil. Um homem de 26 anos morreu dentro de casa enquanto protegia o filho do temporal em Erebango, cidade de 3 mil habitantes, confirmou o coordenador da Defesa Civil daquela região, capitão Ney da Câmara Neto. A ocorrência foi registrada no bairro Esperança.

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- Pelo que os vizinhos disseram, o vento arrancou o telhado da casa e o material caiu em cima dele. O homem se escondeu embaixo de uma mesa de vidro, ficando em cima do filho, para protegê-lo. Possivelmente este vidro quebrou e atingiu-o. O menino está bem - conta Câmara.

Oito pessoas ficaram feridas nas duas cidades, de acordo com o capitão. O rapaz morto em Erebango ainda foi atendido e transferido para um hospital em Erechim, mas teve o óbito confirmado na tarde deste sábado. Levantamento da Defesa Civil estima que cerca de 300 casas foram atingidas em Erebango e em torno de mil em Tapejara - município de 20 mil moradores.

- Em uma casa de Erebango sobrou só o alicerce. O dono foi arremessado pelo vento por uns 20 metros. As tábuas voaram das casas e ficaram cravadas nos pinheiros. Era cena de terror, nas duas cidades (Erebango e Tapejara) - relata o capitão Câmara.

Além da Defesa Civil, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, voluntários e lojas de materiais de construção auxiliam os moradores afetados pelo mau tempo na Região Norte.

De acordo com a Somar Meteorologia, uma análise aérea da região pode identificar como o fenômeno climático se comportou. Ainda não é possível confirmar a ocorrência de um tornado nem a velocidade do vento, pois nas cidades não há estações meteorológicas.

- Pelo que se consegue observar, foi um movimento circular. O vento subiu e desceu, subiu e desceu, deixando um rastro. O temporal destruiu a estrutura das casas - observa o coordenador da Defesa Civil.

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