Susto no trabalho
Crime macabro sob investigação em Guaíba
Corpo esquartejado foi encontrado no Horto Florestal há uma semana. Crime ainda é um mistério para a polícia, que já teria descoberto carro utilizado na desova

A polícia tenta solucionar há uma semana o mistério de um crime macabro descoberto no Horto Florestal de Guaíba. Homens trabalhavam no local na quinta-feira passada quando foram surpreendidos por sacos plásticos usados para armazenar adubo. Dentro deles, a situação inesperada: parcialmente enterrados, os sacos guardavam pedaços do corpo de um homem.
O cadáver foi identificado no dia seguinte como Jorge Miguel Wurdig, 42 anos. Morador da Barra do Ribeiro, ele estava desaparecido havia pelo menos dois dias, quando não apareceu na construção em que era chefe de obra, em Novo Hamburgo.
- Os parentes procuraram a polícia e passamos a fazer buscas.
Até o momento, não podemos descartar nenhuma hipótese para a motivação - afirmou o delegado Rafael Pereira.
Os investigadores já sabem que o homem não foi morto naquele local. O carro supostamente usado para transportar o corpo já teria sido identificado.
Segunda vez neste ano
Segundo o delegado, o crime provavelmente foi cometido por alguém com experiência em carnear bichos ou dissecar corpos. Jorge Miguel não teria antecedentes criminais, mas contra si havia ao menos um registro referente à Lei Maria da Penha.
- A cena encontrada no horto é impressionante. Ele teve braços e pernas decepados depois de ter sido morto com dois tiros, no peito e na cabeça. Nós acreditamos que isso tenha sido feito para facilitar o transporte até o local onde o corpo seria abandonado - explicou o delegado.
Esta foi a segunda vez neste ano que um corpo foi encontrado no Horto Florestal de Guaíba. No dia 25 de abril, funcionários da companhia de celulose encontraram em meio à plantação o corpo de Vanessa dos Santos, 20 anos.
O ex-namorado dela, de 30 anos, acabou preso apontado como autor do crime por ciúme. A jovem teria sido estrangulada e enterrada no horto florestal.