Prisão de oficial
Humberto Trezzi: tenente-coronel foi surpreendido com 4 mil munições
Florivaldo Pereira tinha acabado de ser transferido para um batalhão na zona norte da Capital
Não é pouca coisa o que pesa contra o tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno. Conforme confidencia uma fonte da BM, ele teria sido surpreendido com 4 mil munições de uso restrito dentro do quartel que acabara de assumir, no 20º Batalhão de Polícia Militar, conhecido popularmente como "Sarandiru" por ficar no bairro Sarandi e ser uma zona muito conflagrada.
Pereira tinha acabado de ser transferido do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), uma das mais prestigiadas áreas da BM, para um batalhão na zona norte de Porto Alegre. Pode ser coincidência, pode ser sintoma de que já era monitorado pelos setores de inteligência. O que mais pesa contra ele é que tinha, guardado consigo, 4 mil munições de diferentes calibres: .40, .30 e 7.62 mm (essa última, de fuzil). O que faria com tantos projéteis? Ele teria também armas com ele, que não sua pistola da BM (.40).
Em sua defesa, o coronel disse que tinha recebido pedido de uma senhora para buscar o material bélico e que ele próprio se surpreendeu ao saber que era um arsenal. Estaria para comunicar o fato ao Comando, quando foi surpreendido pela Corregedoria.
Com esta ação, a Corregedoria confirma que, na BM, a tradição de cortar na própria carne continua firme. Não importa quantas gemas (insígnias) o sujeito ostente no ombro.