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Inquérito

Suspeito de feminicídio em Cacequi se apresenta à polícia e é preso; mulher foi morta horas após obter medida protetiva

A vítima, Cássia Girard do Nascimento, de 26 anos, foi morta na madrugada do dia 14 na casa de uma amiga

18/02/2026 - 11h15min


Lorenzo Franchi
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Redes sociais/Reproducao
A vítima foi sepultada no domingo (15) e deixa um filho de seis anos.

O principal suspeito de matar a ex-namorada em Cacequi, na Região Central do Rio Grande do Sul, se apresentou à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (17).

Segundo a polícia, Bruno Padilha, de 29 anos, chegou à Delegacia de Rosário do Sul, cidade vizinha a Cacequi, acompanhado de um advogado. Ele optou por permanecer em silêncio durante o procedimento. Após o registro, teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado ao Presídio Estadual de Rosário do Sul.

A vítima, Cássia Girard do Nascimento, de 26 anos, foi morta na madrugada de sábado (14) na casa de uma amiga, localizada na rua Carlos Catupi, no bairro Iponã. Ela foi sepultada no domingo (15). Cássia deixa um filho de seis anos.

De acordo com o delegado Adriano de Jesus Linhares Rodrigues, que investiga o caso, horas antes do crime, Cássia registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito na sexta-feira (13) e teve uma medida protetiva de urgência (MPU) deferida ainda no mesmo dia. O homem chegou a ser intimado, mas não respeitou a determinação.

Conforme familiares da jovem, o relacionamento entre a vítima e o suspeito durou cerca de um ano e meio. O homem não aceitava o fim do relacionamento e ameaçava a mulher

— Ela tinha medo dele, muito medo de que ele fizesse o que fez. Ela fez a medida (protetiva de urgência) para ver se adiantaria algo, mas não — relatou um parente à reportagem.

A prefeitura de Cacequi emitiu uma nota de pesar no sábado:

"Que a memória de Cássia nos inspire a construir uma sociedade mais justa, fraterna e protegida pela paz de Deus."

Este foi o 15º caso de feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026. Somente em fevereiro, quatro mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros.

🚨Como pedir ajuda

Brigada Militar – 190

  • Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

  • Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
  • Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.

Delegacia Online

  • É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

  • Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

  • Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

  • Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.

Ministério Público do Rio Grande do Sul

  • O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
  • Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações clique neste link


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