Família Aguiar
"Temos elementos para indiciá-lo", diz delegado sobre único suspeito do desaparecimento de família em Cachoeirinha
Investigado é o policial Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente. Silvana Germann de Aguiar e seus pais, Isail e Dalmira, estão desaparecidos desde os dias 24 e 25 de janeiro

A Polícia Civil afirma possuir evidências suficientes para indiciar o suspeito pelo desaparecimento da família Aguiar, de Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais Isail Aguiar, de 69 anos e Dalmira Aguiar, de 70 anos, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
O investigado é o ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, preso temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.
— Já temos elementos para indiciá-lo, com certeza. Não podemos dizer agora que o inquérito será concluído, porque [...] o Ministério Público precisa ter subsídios para propor uma ação penal, para que isso vire um processo judicial— explica o delegado responsável pelo caso, Anderson Spier.
À reportagem, a defesa de Cristiano informou não ter tido acesso ao inquérito.
A polícia já ouviu mais de 30 pessoas. Segundo o delegado, Cristiano é o único suspeito, já que "contra ele existem até agora provas e indícios da participação". No entanto, a investigação não descarta que outras pessoas tenham auxiliado ou colaborado de alguma forma com o sumiço.
Além disso, a Polícia Civil informou que deverá pedir a prorrogação da prisão temporária do principal suspeito por mais 30 dias.
Com as apurações, as autoridades praticamente descartam encontrar a família com vida.
— O trabalho de localização é feito independente da remessa do inquérito. Inclusive, nós podemos remeter, continuar fazer as diligências — explica Spier.
— O trabalho da busca deve postergar, inclusive, ainda depois da remessa do inquérito — diz, complementando que novos elementos podem transformar a prisão temporária do suspeito em prisão preventiva.