Polícia



Caso de 2024

Casal é condenado por matar filha recém-nascida e esconder o corpo em área de mata no Vale do Taquari

Eles tinham 19 anos na época do crime e estavam presos preventivamente desde janeiro do ano passado

26/03/2026 - 10h23min


Madu Brito
Polícia Civil/Divulgação
Casal foi preso em janeiro do ano passado após ser encontrado na casa da mãe do jovem.

Um casal de Sério, no Vale do Taquari, foi condenado pelo Tribunal do Júri pela morte da filha recém-nascida. A mãe recebeu pena de 32 anos e um mês de prisão. Já o pai, sentença de 28 anos, dois meses e 20 dias. Os dois, que não tiveram a identidade revelada, deverão iniciar o cumprimento das penas em regime fechado.

O julgamento começou na terça-feira (24) e terminou na madrugada de quarta-feira (25), no Fórum de Lajeado. Segundo a acusação, o crime foi enquadrado como homicídio qualificado por motivo torpe e fútil, com uso de meio cruel e cometido contra vítima menor de 14 anos, agravado pelo fato de os réus serem pais da criança. Eles também foram condenados por ocultar o corpo.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informou ainda que o júri reconheceu duas atenuantes: ambos tinham 19 anos na época do crime e o pai confessou a ocultação do cadáver. O casal estava preso preventivamente desde janeiro do ano passado.

Como o crime aconteceu

Conforme o MPRS, a recém-nascida foi morta entre a noite de 12 de setembro e a madrugada de 13 de setembro de 2024, dentro da residência onde a família morava.

O corpo foi escondido na própria casa e depois, entre os dias 13 e 14, levado a uma área de mata perto de um lixão. Ainda de acordo com a investigação, teria havido uma tentativa de incendiar os restos mortais da bebê.

Para os promotores, o casal pretendia interromper a gestação desde o início, mas não teria conseguido realizar um aborto clandestino.

Bebê nasceu com vida

Laudos citados pelo MPRS confirmaram que a menina nasceu viva. Os exames também descartaram que a mãe estivesse em estado puerperal, condição que poderia enquadrar o caso como infanticídio. Com isso, prevaleceu a acusação de homicídio qualificado.

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