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Região Sul

Mulher é morta a facadas em Camaquã, e RS registra o 22º feminicídio de 2026

Angélica Ines Strelow possuía medida protetiva de urgência contra ex-companheiro, que foi preso em flagrante

15/03/2026 - 17h19min


Ana Capellari
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Felipe Marques/Rádio Acústica FM
Mulher de 28 anos foi morta dentro de casa.

Uma mulher de 28 anos foi morta a facadas na noite de sexta-feira (13), em Camaquã, no sul do RS. A vítima foi identificada como Angélica Ines Strelow.

O suspeito, também de 28 anos, é ex-companheiro dela e foi preso em flagrante após se apresentar em uma delegacia do município. A policiais, ele teria confessado o crime. A reportagem ainda não conseguiu confirmar a identidade do homem, que não foi divulgada pela Polícia Civil.

Angélica foi encontrada morta dentro de casa. O portão da residência e uma outra porta estavam arrombados, segundo a polícia.

"No momento do crime, estavam presentes no imóvel as duas filhas da vítima e do autor, com 11 e seis anos, além de outras três crianças", diz nota da corporação.

Angélica e o homem estavam separados havia cerca de três anos. Ela possuía medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro desde janeiro deste ano e era acompanhada pela Patrulha Maria da Penha. Uma guarnição a teria visitado na sexta-feira.

Esse é o 22º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026.

Nota da prefeitura de Camaquã

A Prefeitura de Camaquã manifesta profundo pesar e indignação diante do trágico falecimento de Angélica Inês Strelow, camaquense e mãe, vítima de mais um ato brutal de violência contra a mulher.

A perda de Angélica representa não apenas uma dor imensurável para seus familiares e amigos, mas também um golpe para toda a nossa comunidade. Nenhuma mulher deve perder a vida por ser mulher. O feminicídio é uma violência inaceitável que precisa ser combatida com firmeza por toda a sociedade.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com a família, amigos e com todos que sofrem com essa perda irreparável, ao mesmo tempo em que reafirmamos a importância de que crimes como este sejam rigorosamente investigados e punidos com todo o peso da lei.

A Prefeitura de Camaquã também reforça seu compromisso com a segurança da população e, em especial, com a proteção das mulheres. Nesse sentido, o município tem avançado na estruturação de políticas públicas, como a criação da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, que atuará em conjunto com as demais forças de segurança no fortalecimento das ações de prevenção e combate à violência.

Que a memória de Angélica seja também um chamado coletivo para fortalecer a luta contra a violência e pela proteção da vida das mulheres.

Como pedir ajuda

Brigada Militar – 190

  • Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

  • Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente, à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
  • Em Porto Alegre, há duas Delegacias da Mulher. Uma fica na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
  • A outra fica entre as zonas Leste e Norte, na Rua Tenente Ary Tarrago, 685, no Morro Santana. A repartição conta com uma equipe de sete policiais e funciona de segunda a sexta, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h.
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.

Delegacia Online

  • É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

  • Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Ministério Público

  • O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
  • Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Acesse o site.

Defensoria Pública - Disque 0800-644-5556

  • A vítima pode procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Disque 100 - Direitos Humanos

  • Serviço gratuito e confidencial do Governo Federal, disponível 24 horas por dia, para proteção e denúncias de violações de direitos humanos

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