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Polícia busca refazer passos de suspeito pelo sumiço de família em Cachoeirinha: "Verificar se álibi é verdadeiro"

Investigação apreendeu celular de amigo que estaria com Cristiano Domingues Francisco no dia do desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar

06/03/2026 - 10h32min


Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge
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Renan Mattos/Agencia RBS
Prorrogação do pedido de prisão temporária do suspeito está em análise na Justiça.

A Polícia Civil tenta reconstruir os passos de Cristiano Domingues Francisco no dia do desaparecimento da ex-companheira dele, Silvana Germann de Aguiar, em Cachoeirinha. A mulher não é vista desde 24 de janeiro. No dia seguinte, os pais de Silvana, Isail e Dalmira, também desapareceram.

Na manhã desta quinta-feira (5), a polícia recolheu dispositivos eltrônicos na casa de um amigo do suspeito. O mandado de busca e apreensão foi cumprido em Viamão.

Cristiano e a companheira estiveram juntos desse amigo e de outro homem na noite de 24 de janeiro. O grupo se reuniu para jantar em um espaço gastronômico em Cachoeirinha. 

— Os materiais, principalmente o celular, serão periciados para que a gente possa efetivamente verificar se esse álibi é verdadeiro e se confirma a versão que foi dada por esse amigo quando esteve na delegacia — explica o delegado Anderson Spier.

Conforme a investigação, os amigos e a companheira do suspeito chegaram ao espaço gastronômico por volta das 20h do dia 24. Já Cristiano chegou por volta da meia-noite. Ele foi até o local usando um carro de aplicativo, não o próprio veículo. Por volta da 1h do dia 25, todos foram embora após o estabelecimento fechar. O amigo que teve o telefone apreendido relatou ter ido posar na casa de Cristiano.

— Esse amigo foi ouvido como testemunha e continua sendo testemunha — ressalta o delegado.

A última movimentação registrada na casa de Silvana aconteceu às 20h34min do dia 24, quando um carro vermelho entrou no portão da residência. Até agora, a polícia não identificou quem conduzia esse veículo.

Suspeito apresentou vários álibis

Além do relato do amigo, Cristiano teria apresentado outros álibis. Todos estão sendo checados pela investigação.

À polícia, Cristiano chegou a dizer que, na data do desaparecimento de Silvana, esteve, durante o dia, em uma obra da família e na casa da mãe. A declaração ainda é investigada e não há, até o momento, comprovação desses fatos.

Cristiano segue como principal e único suspeito do caso. Policial militar desde 2009, ele está afastado das funções e segue preso no Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre.

O homem está preso temporariamente desde 10 de fevereiro. Nesta quinta, a Polícia Civil pediu a prorrogação da prisão de Cristiano. O caso ainda está sob análise da Justiça.

A investigação diz já ter elementos para indiciar Cristiano. O caso é apurado como feminicídio e duplo homicídio.

Zero Hora tentou contato com a defesa de Cristiano, mas não obteve retorno. Em manifestações anteriores, o advogado Jeverson Barcellos disse que aguardava o andamento das investigações para se posicionar. O espaço segue aberto para declarações.

Há mais de um mês, o trabalho da polícia tem se ancorado em depoimentos, perícias e análises de imagens para solucionar o caso.


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