Polícia



Feminicídio

Homem que matou companheira e abandonou filho de três anos em ônibus é condenado a 32 anos de prisão

Em janeiro, o réu já havia sido condenado a um ano e oito meses por abandono de incapaz, em Três Coroas 

15/05/2026 - 10h13min


Rochane Carvalho
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Vídeos GZH/Reprodução
Homem desembarcou em Três Coroas, no Vale do Paranhana, e deixou o filho sozinho dentro de um ônibus.

O homem acusado de matar a companheira e abandonar o filho de três anos em um ônibus foi condenado, nesta quinta-feira (14), a 32 anos e oito meses de prisão. O feminicídio ocorreu em outubro de 2024, na zona sul de Porto Alegre. O indivíduo, que não teve a identidade divulgada, já havia sido condenado, em janeiro deste ano, a um ano e oito meses de detenção por abandono de incapaz.

Segundo a promotora de Justiça Luciana Casarotto, que atuou no caso, a condenação é uma resposta da sociedade para que crimes como este não sejam cometidos.

— Uma resposta mínima depois da decisão de matar sua companheira estrangulada, deixando seu filho totalmente desamparado e uma trilha de sofrimento que durará para sempre — destacou Luciana. 

Relembre o caso

O crime veio à tona quando o homem foi preso após abandonar o filho dentro de um ônibus que fazia a linha Porto Alegre-Gramado, no dia 22 de outubro de 2024. O menino tinha três anos na época e levava apenas documentos e um laudo de Síndrome de Apert. A doença é uma condição rara que causa má-formação no crânio e nas mãos.

Na época, o homem confessou o crime de abandono à polícia, alegando que não tinha condições de criar o filho. A guarda do menino foi concedida ao avô paterno

Durante a investigação do abandono, a mãe da criança foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Lami, na zona sul da Capital. O corpo estava embaixo da cama, enrolado em sacolas plásticas e em estado avançado de decomposição.

Foram ouvidas, no júri desta quinta, duas testemunhas de acusação. Ainda cabe recurso da decisão. A defesa do réu é feita pela Defensoria Pública do Estado, que só vai se manifestar no plenário do Tribunal do Júri. 

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