Mounjaro
Mulher é presa em flagrante por suspeita de integrar rede clandestina de venda de canetas emagrecedoras em cinco estados
Operação investiga venda de medicamentos de procedência duvidosa pelas redes sociais

Uma mulher foi presa em flagrante nesta terça-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil contra uma rede clandestina de venda de canetas emagrecedoras que atuava em cinco estados. A suspeita foi localizada na zona oeste do Rio de Janeiro.
Ela é investigada por suspeita de comercializar e manipular medicamentos de procedência desconhecida. As vendas eram realizadas pelas redes sociais e envolviam clientes de diferentes estados. As informações são do g1.
A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Mounjaro. De acordo com a Delegacia do Consumidor (Decon), a mulher foi encontrada em um apartamento onde os produtos eram armazenados.
Ao todo, agentes cumpriram 29 mandados de busca e apreensão em 24 endereços no Rio de Janeiro e em outros quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal.
Segundo o delegado titular da Delegacia, profissionais de saúde também estão entre os investigados.
— Lamentavelmente, médicos que indicam os serviços de venda desse grupo criminoso. Isso é uma infração ética. Por isso, nós vamos fazer contato com o Conselho de Medicina para informar os nomes desses médicos — afirmou o delegado ao g1.
A investigação começou em maio de 2025, após uma denúncia encaminhada à Decon. Conforme a Polícia Civil, os medicamentos vendidos tinham origem desconhecida.
Mounjaro
O Mounjaro é um medicamento injetável para tratamento de diabetes e obesidade aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2023, mas que ainda não é comercializado no Brasil.
A medicação atua em dois hormônios do organismo: o GIP, que estimula a liberação de insulina em resposta à ingestão de alimentos, e o GLP-1, responsável por sinalizar ao cérebro quando o indivíduo está alimentado. Esse é um diferencial em relação ao Ozempic e ao Wegovy, medicamentos parecidos que agem somente no GLP-1.
Apesar de ainda não ter uma data para ser comercializado em território nacional, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) definiu que o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) de um mês de tratamento com o Mounjaro (caixa com quatro canetas, independente da dosagem) é de R$ 3.791,07 no ICMS de 18%.