Polícia



Mounjaro

Mulher é presa em flagrante por suspeita de integrar rede clandestina de venda de canetas emagrecedoras em cinco estados

Operação investiga venda de medicamentos de procedência duvidosa pelas redes sociais

27/05/2026 - 10h12min


Zero Hora
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MKPhoto/stock.adobe.com
O Mounjaro está disponível para comercialização em farmácias regularizadas no Brasil.

Uma mulher foi presa em flagrante nesta terça-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil contra uma rede clandestina de venda de canetas emagrecedoras que atuava em cinco estados. A suspeita foi localizada na zona oeste do Rio de Janeiro.

Ela é investigada por suspeita de comercializar e manipular medicamentos de procedência desconhecida. As vendas eram realizadas pelas redes sociais e envolviam clientes de diferentes estados. As informações são do g1.

A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Mounjaro. De acordo com a Delegacia do Consumidor (Decon), a mulher foi encontrada em um apartamento onde os produtos eram armazenados.

Ao todo, agentes cumpriram 29 mandados de busca e apreensão em 24 endereços no Rio de Janeiro e em outros quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal.

Segundo o delegado titular da Delegacia, profissionais de saúde também estão entre os investigados.

— Lamentavelmente, médicos que indicam os serviços de venda desse grupo criminoso. Isso é uma infração ética. Por isso, nós vamos fazer contato com o Conselho de Medicina para informar os nomes desses médicos — afirmou o delegado ao g1.

A investigação começou em maio de 2025, após uma denúncia encaminhada à Decon. Conforme a Polícia Civil, os medicamentos vendidos tinham origem desconhecida.

Mounjaro

O Mounjaro é um medicamento injetável para tratamento de diabetes e obesidade aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2023, mas que ainda não é comercializado no Brasil.

A medicação atua em dois hormônios do organismo: o GIP, que estimula a liberação de insulina em resposta à ingestão de alimentos, e o GLP-1, responsável por sinalizar ao cérebro quando o indivíduo está alimentado. Esse é um diferencial em relação ao Ozempic e ao Wegovy, medicamentos parecidos que agem somente no GLP-1.

Apesar de ainda não ter uma data para ser comercializado em território nacional, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) definiu que o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) de um mês de tratamento com o Mounjaro (caixa com quatro canetas, independente da dosagem) é de R$ 3.791,07 no ICMS de 18%.

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