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Advogados que representavam família Aguiar, em Cachoeirinha, deixam o caso

Elen Zucatti e Gilmar Souza Vargas acompanhavam o processo desde fevereiro

25/06/2026 - 10h45min


Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge
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Pâmela Rubin Matge/Agencia RBS
Elen e Vargas foram contratados pela família dois dias após o desaparecimento de Silvana de Aguiar e de seus pais.

Os advogados Elen Zucatti e Gilmar Souza Vargas, que representavam familiares dos Aguiar, desaparecidos em Cachoeirinha, desde janeiro, deixaram o caso na última terça-feira (23).

A dupla foi contratada em fevereiro deste ano, dias depois do desaparecimento Silvana Germann de Aguair, 48 anos, e os pais dela, Dalmira Germann de Aguair e Isail Aguiar, de 69 e 70 anos. A substituição partiu dos parentes dos Aguiar.

– Estamos com a certeza do dever cumprido na medida exata do possível, inclusive com petições ainda pendentes de decisões – informou Vargas, sem dar mais detalhes.

Familiares dos Aguiar informaram que já têm outra representante para o processo. É a advogada Sônia Mara Rocha Brasil.

– Mudamos após diálogo familiar e decidimos que seria o melhor para o momento – informou a técnica em enfermagem, Daniela Justin, 25 anos, que é prima de Silvana.

Em nota, familiares ainda esclareceram:

Em relação à representação jurídica da família, informamos que houve a substituição dos antigos procuradores, Dra. Elen e Dr. Gilmar, pela Dra. Sonia Mara Rocha Brasil, OAB/RS nº 136.203.

A decisão foi tomada após conversas entre os familiares e de forma consensual. A escolha da Dra. Sonia ocorreu em razão da relação de confiança já existente, uma vez que ela já havia atuado profissionalmente para um de meus tios, irmão do Sr. Isail, tendo demonstrado competência, seriedade e comprometimento em seu trabalho.

É importante destacar que a mudança não decorre de qualquer insatisfação com os serviços prestados até o momento pela Dra. Elen e pelo Dr. Gilmar. Pelo contrário, reconhecemos e agradecemos a dedicação, a atenção e o trabalho desenvolvido por ambos durante o período em que estiveram à frente da causa.

A substituição da representação jurídica foi motivada exclusivamente por uma decisão familiar, baseada em critérios de confiança e estratégia, visando dar continuidade ao acompanhamento do caso da forma que a família entendeu mais adequada.

Na última segunda-feira (22), Jeverson Barcellos, advogado do policial Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, também anunciou que não representa mais o policial no processo.

Três réus no caso da família Aguiar

Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro. Os pais dela teriam ido procurá-la e também desapareceram. As investigações resultaram na denúncia feita pelo Ministério Público. A Justica tornou réu o ex-marido de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, e outras duas pessoas.

O policial se tornou réu no dia 4 de maio pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz. Ele está preso desde o dia 10 de fevereiro.

Além Cristiano, a atual esposa, Milena Tainá Ruppenthal Domingues e o irmão Wagner Domingues Francisco também respondem à Justiça por envolvimento nas mortes.

As três vítimas ainda não tiveram os corpos localizados.


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