Polícia



Crime de 2022

Neto condenado por matar avô e companheira em Cachoeirinha foge de instituto psiquiátrico

Condenado a mais de 52 anos pelo crime, Andrew fugiu após decisão judicial determinando transferência para presídio

17/06/2026 - 10h07min


Matheus Goulart
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Madu Brito
Arquivo pessoal/Reprodução
Homem permanece foragido.

Andrew Heger Ribas, condenado por matar o próprio avô e a esposa dele em Cachoeirinha, fugiu do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre, e está foragido. De acordo com a Policia Penal, a fuga aconteceu na última terça-feira (9). 

Na semana passada, a Justiça havia revogado a internação de Andrew no IPF após um pedido de habeas corpus, determinando transferência dele para um presídio comum.

A Polícia Penal informa que "as circunstâncias da fuga estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral" da instituição e que "as forças de segurança iniciaram imediatamente as ações para recaptura do indivíduo". A Polícia Civil confirmou que investiga o caso.

O advogado de Andrew declarou ter sido pego de surpresa pelo episódio. A defesa informou da "evasão do estabelecimento prisional", mas que "não dispõe de informações adicionais acerca das circunstâncias dos fatos" e que "a atuação da defesa está e permanecerá restrita ao exercício das garantias constitucionais e legais asseguradas ao acusado"(confira, mais abaixo, a nota na íntegra).

O homem foi condenado em agosto do ano passado pelo crime ocorrido em 2022. O avô, Rubem Affonso Heger, tinha 85 anos, enquanto a companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, tinha 53. Os corpos das vítimas nunca foram localizados.

De acordo com o mandado de recaptura da 1ª Vara Criminal, o foragido ainda precisa cumprir 52 anos, quatro meses e 10 dias de pena.

Relembre o caso

Rubem Affonso Heger, 85 anos, e Marlene dos Passos Stafford Heger, 53, foram vistos pela última vez na manhã de 27 de fevereiro de 2022. Conforme o Ministério Público, o crime foi praticado por motivações financeiras.

Eles foram mortos dentro da própria casa, localizada na Vila Carlos Antônio, em Cachoeirinha. 

Após o crime, Ribas e Claudia — mãe do suspeito—  teriam colocado colchões na frente da garagem da residência, na tentativa de obstruir a frente de casa para conseguir ocultar os corpos.

A cachorra de estimação do casal também foi morta, em uma caixa de gordura. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Marlene recebia a dupla em sua casa.

Os corpos de Marlene e Heger nunca foram encontrados. Em 2024, Ribas revelou que os cadáveres foram queimados em uma churrasqueira, com carvão e lenha.

Em março de 2025, Claudia, considerada ré, morreu por complicações relacionadas a comorbidades, incluindo diabetes, obesidade, hipertensão arterial e infecção do trato urinário.

Nota da Defesa

"A defesa técnica de Andrew Heger Ribas informa que tomou conhecimento das notícias relativas à evasão do estabelecimento prisional por intermédio dos canais oficiais e da cobertura veiculada pela imprensa.

Neste momento, a defesa não dispõe de informações adicionais acerca das circunstâncias dos fatos, tampouco mantém contato com o custodiado que permita qualquer manifestação mais aprofundada sobre o ocorrido.

Cumpre destacar que a atuação da defesa está e permanecerá restrita ao exercício das garantias constitucionais e legais asseguradas ao acusado, observando-se rigorosamente os limites éticos e profissionais inerentes à advocacia.

Por respeito às instituições envolvidas, ao regular andamento dos procedimentos administrativos e judiciais eventualmente instaurados, bem como em razão da escassez de informações oficialmente confirmadas, a defesa não emitirá juízo de valor acerca dos fatos neste momento."

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