Polícia



Golpe do Falso Executivo

Operação prende golpistas que causaram prejuízo de R$ 200 mil a empresa de Canoas

Criminosos se passaram pelo presidente da empresa para cobrar de funcionária transferências a fornecedores

09/06/2026 - 09h40min


Guilherme Milman
Guilherme Milman
Enviar E-mail

A Polícia Civil gaúcha realiza na manhã desta terça-feira (9) uma operação policial contra um grupo criminoso que aplicava golpes em empresas de todo o Brasil. Até o momento, 14 pessoas foram presas. Os alvos se passavam por executivos e enganavam os funcionários cobrando transferências bancárias. Em um dos casos, uma corporação do Rio Grande do Sul perdeu cerca de R$ 200 mil.

A Operação Ciberlab cumpre 27 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em seis cidades nos Estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, locais de onde operavam os golpistas. O principal alvo era o homem por trás das mensagens e executor do esquema.

As investigações começaram a partir do caso de uma empresa de Canoas, ocorrido no ano passado. Uma mulher que trabalhava como operadora financeira recebeu mensagem de um contato com a foto do presidente da empresa. Na ocasião, ele estava em viagem, o que fez com que a funcionária não desconfiasse do contato por celular.

O falso executivo passou a pedir para que ela fizesse transferências bancárias, o que era comum na rotina de trabalho.

— A finalidade, de acordo com o golpista que se passava pelo presidente da empresa, era fazer pagamentos para fornecedores. É algo muito comum na atividade deles do dia a dia — conta a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e responsável pela investigação.

Foram feitas 10 transferências aos golpistas. A funcionária passou a desconfiar quando notou o alto número de pedidos. Nessa altura, já haviam sido enviados cerca de R$ 200 mil.

— A forma como eles abordaram ela, a engenharia social, foi muito bem feita. Era realmente a forma como esse presidente solicitava os pagamentos. Como ele estava viajando e tava em reunião, falou que teve de trocar de número, teve um problema. Ela não desconfiou porque a conversa era muito verossímil — complementa a delegada.

A polícia ainda contabiliza outros casos ocorridos no Brasil. O foco dos golpistas era empresas de médio e grande porte. Uma vez feito o pagamento, os valores eram repassados para diferentes contas bancárias.

Últimas Notícias