Polícia



Investigação

Mãe de menino morto após ter sido espancado pelo pai é presa preventivamente em Viamão

Oliver Golden Grayson, de três anos, estava internado desde domingo e morreu na madrugada desta quinta-feira; agressor confessou o crime e está preso desde domingo

09/07/2026 - 15h38min


Guilherme Milman
Guilherme Milman
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Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
A vítima foi identificada como Oliver Golden Grayson.

Foi presa preventivamente, no começo da tarde desta quinta-feira (9), a mãe do menino de três anos que morreu após ter sido espancado pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana. A prisão de Mayanna Angelina Rodgers havia sido solicitada pela Polícia Civil, que investiga eventual envolvimento da mulher no crime.

O missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, confessou o crime e foi preso no domingo (5), dia em que as agressões ocorreram.

A vítima, identificada como Oliver Golden Grayson, estava internada na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre. A morte foi confirmada na madrugada desta quinta.

Morte após agressões

O crime aconteceu no último domingo em Águas Claras, onde a vítima residia com os pais e os irmãos. A criança sofreu agressões na região do peito e do abdômen. O pai ainda teria batido a cabeça do filho contra o chão.

O menino foi levado pelo próprio missionário até o Hospital de Viamão, onde a equipe médica constatou as lesões graves e acionou a Brigada Militar.

Em depoimento à polícia, o pai assumiu as agressões. A motivação, segundo ele, foi o filho não ter lhe dado um "bom dia".

Histórico de maus-tratos

De acordo com a Polícia Civil, há registros em pelo menos outros dois Estados brasileiros indicando que três dos demais filhos do casal, atualmente com cinco, sete e nove anos, também teriam sido vítimas de agressões.

A polícia ainda apura a situação de um quarto filho, um bebê de um ano. Até o momento, não há confirmação de que a criança tenha sofrido violência. Os filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.

Segundo a investigação, a família vive no Brasil há nove anos e se mudou para Viamão há cerca de seis meses.

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