Caso Oliver
Perícia confirma que menino de três anos espancado pelo pai morreu por trauma na cabeça
Documento confirma a versão trazida pela equipe médica que realizou o atendimento de Oliver Grayson


O laudo de necropsia de Oliver Grayson foi concluído e encaminhado à Polícia Civil nesta semana. O documento elaborado pelo Instituto-Geral de Perícias confirma que a criança morreu em decorrência de um trauma na região da cabeça.
Segundo o laudo, Oliver sofreu uma lesão crânio-encefálica, confirmando a principal hipótese levantada pelos investigadores com base nos depoimentos dos médicos responsáveis pelo atendimento.
Desde a semana passada, a investigação foi dividida em dois inquéritos. Um deles apura a morte de Oliver e os supostos crimes de maus-tratos contra a criança e os outros quatro filhos do casal. O segundo trata da investigação sobre possível violência doméstica sofrida por Mayanna. A delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso pretende remeter os dois inquéritos juntos à Justiça.
O inquérito sobre a morte do menino foi prorrogado por mais 10 dias. O prazo inicial terminaria nesta semana.
Relembre o caso
No dia 5 de julho, Oliver deu entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS) após ter sido espancado pelo pai, Dandre Grayson.
O homem confessou ter agredido o filho por ele não ter dado "bom dia". Dandre, que se diz missionário e prega para igrejas evangélicas, foi preso preventivamente.
A criança ficou internada três dias, e teve a morte confirmada na noite do dia 9. No dia seguinte, a mãe, Mayanna Rodgers, também foi presa de forma preventiva. Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de omissão e tortura.
A família já era acompanhada há oito meses pelo Conselho Tutelar e pela prefeitura de Viamão. Uma enfermeira acionou a rede de proteção após verificar machucados nos corpos das crianças. No entanto, relatório não apontou vestígios de violência. Havia histórico de violência ou de acompanhamento do poder público em ao menos três cidades: Águas de Lindoia e Mogi Mirim, em São Paulo, e Palmitos, no Estado de Santa Catarina.
O Tribunal de Justiça, Ministério Público e Polícia Civil afirmam que não receberam nenhuma informação sobre a família.