Polícia



Condomínios lesados

Prejuízo causado por imobiliária de Porto Alegre chega a R$ 1,9 milhão, diz polícia; veja detalhes da investigação

Inquérito apurou cerca de cem ocorrências e 30 condomínios lesados por empresa com sede no bairro Floresta

06/08/2026 - 11h39min


Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge
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Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Sócios da VenezaUno foram indiciados; apuração ainda está em andamento.

O prejuízo sofrido por clientes da Imobiliária VenezaUno, que teria fechado as portas no início de junho sem aviso prévio, chegou a pelo menos R$ 1,9 milhão. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (5) pelo delegado Raul Vier, titular da 17ª Delegacia de Polícia (17ª DP), que investiga o caso. 

A empresa tinha sede no bairro Floresta, em Porto Alegre. Ao todo, são cerca de cem ocorrências registradas contra a empresa e 30 condomínios lesados. A maioria dos imóveis fica na Capital, mas também há registros no município de Taquari.

No mês passado, a Polícia Civil concluiu a primeira fase da investigação. Um dos sócios da empresa foi indiciado pelos crimes de apropriação indébita e falsificação de documento particular, enquanto a outra sócia foi indiciada por apropriação indébita. Os nomes não foram divulgados. Até o momento, ninguém foi preso.

O inquérito foi instaurado no dia 8 de junho e dividido em três fases, segundo o delegado. A primeira foi concluída no dia 1º de julho e incluiu 70 ocorrências policiais, 17 condomínios e R$ 700 mil em prejuízos, enquanto a segunda foi concluída no final de julho e incluiu 26 ocorrências, 13 condomínios e R$ 1,2 milhão em prejuízos.

Já a terceira fase ainda está em curso, ainda sem data para conclusão.

Relembre o caso

Desde o início de junho, clientes da imobiliária registraram ocorrências relatando atrasos em pagamentos de fornecedores e retenção de recursos do caixa de condomínios. A imobiliária é responsável pela administração de cerca de 80 edifícios em Porto Alegre e no Interior.

Durante a apuração, foram colhidos depoimentos de síndicos e representantes condominiais e analisados documentos apresentados pelas vítimas.

Os elementos demonstraram, de acordo com os investigadores, que recursos destinados ao pagamento de despesas condominiais deixaram de ser empregados em sua finalidade, enquanto comprovantes bancários adulterados eram utilizados para transmitir aos condomínios a falsa impressão de que fornecedores, prestadores de serviços e concessionárias haviam recebido os respectivos pagamentos.

O que diz a imobiliária 

Procurada pela reportagem, a defesa da VenezaUno, representada pela advogada Juliana Leopardo, alegou que se manifestará "exclusivamente na esfera judicial, caso venha a ser oferecida denúncia, oportunidade em que serão apresentados os esclarecimentos pertinentes e demonstrado o efetivo alcance da responsabilidade atribuída a seus constituintes, à luz das provas produzidas e sob o devido contraditório".


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