Polícia



Caso Samylle

Tia de menina de quatro anos morta após agressões é presa

Segundo a polícia, Beatriz Eduarda Costa Ramiro também foi responsável pela morte da sobrinha ao se omitir diante das atitudes do tio

27/08/2026 - 12h51min


Guilherme Milman
Guilherme Milman
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Ronaldo Bernardi/Agência RBS
Segundo a polícia, a tia da menina esperou três horas até levar a criança para atendimento.

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (27), na zona sul de Porto Alegre, a tia de Samylle Valentina Borba Ramiro. A menina de quatro anos morreu após ser agredida pelo tio, que está preso desde o dia 20 de agosto. 

Beatriz Eduarda Costa Ramiro, 22 anos, foi presa preventivamente. A investigação aponta que ela também foi responsável pela morte da sobrinha ao se omitir diante das atitudes do tio

Segundo a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso, após o fato da agressão, no dia 16, ela esperou três horas até levar a menina para atendimento. Quando chegaram na UPA Bom Jesus, Samylle já estava morta. 

A omissão dela foi relevante para o resultado morte, que embora ela não tenha praticado as lesões, pelo fato de ela ser a garantidora, a responsável por essa criança, e também que ela não tomou nenhuma providência em tempo hábil, de levar essa menina para socorro e evitar esse resultado, ela responde pelo crime da mesma forma."

Conforme a polícia, Beatriz deverá responder por homicídio qualificado.

O companheiro dela, Nicolas Gabriel Almeida Staubuss, 22 anos, confessou as agressões. Em depoimento, disse que deu apenas palmadas na bunda após a menina ter feito cocô nas calças.

Os laudos preliminares do Instituto-Geral de Perícias apontaram que Samylle morreu por politraumatismo. Não é possível saber, no entanto, se todas as lesões foram decorrentes de agressões ou se por outros motivos. A violência sexual foi descartada. 

A polícia deve concluir o inquérito nos próximos dias.

Entenda o caso

No dia 19 de agosto, Zero Hora revelou que a causa da morte da criança foi politraumatismo e que uma testemunha disse à polícia que o tio teria agredido a menina por ela ter deixado escapar cocô. Essa testemunha é a tia, que contou ter chegado em casa e encontrado Samylle ferida.

A perícia também indicou que a criança não sofreu violência sexual. Os exames reforçaram as suspeitas da Polícia Civil de que Samylle havia sido agredida.

A guarda judicial de Samylle pertencia à mãe, mas a menina estava morando com os tios. A tia possuía um termo de responsabilidade emitido pelo Conselho Tutelar em julho. A mãe de Samylle afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que não via a filha há dois meses.

Na UPA, na madrugada de segunda-feira (17), o casal relatou ter buscado atendimento porque a menina teria tido uma convulsão e que os hematomas seriam decorrentes de uma queda durante uma brincadeira.

Contraponto

A reportagem busca contato com a defesa de Beatriz Eduarda Costa Ramiro. O espaço está aberto para manifestação.


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