Direto da Redação
Giordana Cunha: "A hora certa da mudança"
Jornalistas do Diário Gaúcho opinam sobre temas do cotidiano


Esses dias, estava lendo uma entrevista da grande Camila Pitanga. Dentre os diversos assuntos abordados, uma das perguntas questionou a atriz sobre o porquê de voltar às novelas agora, depois de ficar quase uma década longe do gênero. Ela explica seus motivos e revela que, ao analisá-los, percebeu que esse era o momento certo para retornar.
Mas será que o “momento certo” de mudança chega para todo mundo? Acredito que sim. A vida, sutilmente, vai deixando pistas ao longo dos dias. São sinais que, muitas vezes, ignoramos ou adiamos interpretar. Pode ser no instante em que a rotina se torna sufocante, quando um sonho antigo ressurge do fundo da memória, ou até mesmo quando somos surpreendidos por um empurrão inesperado do destino. Em algum momento, fica impossível fingir que não percebemos: não dá mais para permanecer onde estamos.
No caso de Camila, esse sinal veio através de um convite de trabalho. E que bom que ela entendeu que era a hora certa. Beleza Fatal (disponível no Max) está fazendo um sucesso estrondoso, conquistando públicos dentro e fora do Brasil. Sua personagem caiu no gosto dos telespectadores, e há quem diga que essa novela pode se tornar uma ponte para oportunidades internacionais. Agora, imagine se ela tivesse recusado? Se o medo da mudança tivesse falado mais alto?
Medo
Por vezes, a vida segue no mesmo compasso porque tememos desafinar no tom. O medo é natural, ele faz parte do processo de transformação, afinal, mudar significa sair da zona de conforto. Mas e se esse texto for o último sinal que faltava para você? E se for aquele empurrãozinho necessário para finalmente dar o pontapé inicial na transformação que você tanto deseja?
Torço para que isso aconteça. O medo pode até acompanhar, mas não pode ser o motivo para ficar parado.