Notícias



EntreVilas

Artistas lançam clipe, gravado em Porto Alegre, que mostra a potência do funk gaúcho 

Nas sextas-feiras, o colunista Émerson Santos escreve sobre educação, cultura, inovação e toda a diversidade presente nas comunidades

12/06/2026 - 16h46min


Émerson Santos
Émerson Santos
Enviar E-mail
@larirlfotografia/Divulgação
Os artistas MC Cria, MC J9, MC Dino, Mirim MC e DJ Pedro Vieira (E para D) assinam a produção.

Uma galera do funk gaúcho se reuniu para lançar o clipe Finge que Não me Viu. Para a obra, o grupo de artistas fez da Cohab Rubem Berta, na zona norte da Capital, cenário para a produção que tem pura identidade brasileira. 

A obra é assinada por um grupo de peso: DJ Pedro Vieira, MC J9, MC Dino, Mirim MC e MC Cria. Trajados com a camisa da Seleção, os artistas apresentam uma obra em clima de Copa do Mundo. E o gaúcho Raphinha, estrela do futebol brasileiro, é celebrado na letra e nas imagens. Além de ele estampar a capa da música, durante a gravação do clipe, simultaneamente, foi feito um grafite que registrou o rosto do atleta em uma parede.

A produção também explora outros elementos que formam a identidade do país. Junto da comunidade, uma porta-estandarte surge vestida nas cores verde e amarela, introduzindo o Carnaval no clipe. E, como não poderia ser diferente, a cultura urbana aparece com força. Quem é cria de periferia vai se familiarizar com as cenas. Campinho de futebol e grupos de amigos conversando nas ruas são alguns dos pontos altos da narrativa, que ainda contou com um grupo de bailarinas do Studio Nina Aver, que tiveram destaque nas imagens.  

Selo nacional

Outro detalhe legal desse projeto é que ele foi lançado pelo selo Kave, parceria da Kave Audiovisual com a Warner Music Brasil. A produção já está disponível no YouTube. Vale escutar o som dos guris.

Biblioteca comunitária é inaugurada na Zona Norte

A Casa do Hip Hop Rubem Berta (Rua Wolfram Metzler, 198) inaugura sábado (13) um espaço que busca democratizar o acesso à literatura. Segundo Leandro Seré, conhecido como Tiry BFN, será uma sala multiuso, com livros e computadores, que a comunidade poderá acessar gratuitamente. A ideia é que a galera tenha a possibilidade de buscar na internet o que não for encontrado nos livros. 

— Montamos um telecentro para que os moradores do bairro Rubem Berta possam fazer trabalhos escolares, atividades profissionais ou buscar conhecimento — explica Tiry, que está à frente do espaço. 

Durante a inauguração, marcada para as 12h, será servido um sopão feito pelos integrantes da cozinha comunitária, que é mantida dentro da Casa do Hip Hop.  

— É uma forma de confraternizar com as pessoas que vivem, frequentam ou vão conhecer esse espaço — resume.

Formações

A escolha de fazer em um sábado, ele explica, ocorreu porque neste dia costumam ocorrer as oficinas de tambor e percussão no local. Nesses encontros são ensinados toques e rezas africanas. 

E, falando em formação, vale destacar que eles estão com inscrições abertas para o curso de tranças afro, sejam soltas ou rasteiras. As aulas ocorrem nas terças, das 18h às 20h. Nos encontros, a professora Giulia Pacheco também ensina sobre a cultura das tranças, explicando que elas têm um simbolismo para além de apenas estética. 



MAIS SOBRE

Últimas Notícias