Três anti-heróis da literatura - Entretenimento

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Literalmente16/06/2021 | 10h11Atualizada em 21/07/2021 | 09h41

Três anti-heróis da literatura

Confira alguns personagens que ficam no limiar entre a bondade e a vilania

Três anti-heróis da literatura Divulgação / ResourceSpace/ResourceSpace
Foto: Divulgação / ResourceSpace / ResourceSpace

Na novela Império (2014), no ar em edição especial no horário nobre da Globo, o Comendador José Alfredo (Alexandre Nero) é um personagem controverso. As atitudes do protagonista passam longe das de um mocinho de novela. No entanto, há muitas cenas em que ele se mostra romântico e sensível. É o típico anti-herói: alguém que fica no limiar entre a bondade e a vilania.  

Na literatura, há vários tipos que não sabemos se devemos amar ou odiar.


CRIME E CASTIGO (Fiódor Dostoiévski) 

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Foto: Martin Claret / Divulgação

Não é spoiler dizer que o personagem principal, Raskólnikov, comete um terrível crime. Porém, ao longo da história, as justificativas do rapaz quase fazem com que o leitor o absolva dos erros que cometeu. Enredado em uma rede de mentiras e sofrimento, o protagonista se revela, por vezes, digno e arrependido. Será mais uma armação? Leia e tire suas próprias conclusões. (Martin Claret, R$ 32,90*)


O CONTINENTE (Erico Verissimo)

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Foto: Companhia das Letras / Divulgação

"Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho". Todo gaúcho que se preza sabe essa frase de cor, ainda que não tenha lido as milhares de páginas da saga O Tempo e o Vento. O primeiro volume apresenta o Capitão Rodrigo Cambará, cujo carisma ganhou as telas nas interpretações de nomes como Tarcísio Meira e Thiago Lacerda. Heroico e íntegro, mas também vaidoso ao extremo e dado a excessos: jogo, bebida e mulheres. (Companhia das Letras, R$ 34,69*)


O MORRO DOS VENTOS UIVANTES (Emily Brontë) 

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Foto: Zahar / Divulgação

O clássico da literatura inglesa apresenta o sombrio Heathcliff, um homem atormentado e que rumina humilhações sofridas na infância. O encanto por Catherine destrói cada vez mais uma alma já em degradação. Esta não é uma história de amor, mas consolidou-se como uma das narrativas favoritas dos românticos. Heathcliff não é o protótipo do mocinho entregue à paixão, por outro lado, seus motivos para cometer atos cruéis são quase compreensíveis diante de tudo o que viveu. (Landmark, R$ 27,90*)


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