Para evitar júri, defesa de autor da chacina em creche de SC tentará provar que cliente não tem sanidade mental - Polícia

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Chacina em Saudades07/05/2021 | 07h00Atualizada em 07/05/2021 | 07h00

 Para evitar júri, defesa de autor da chacina em creche de SC tentará provar que cliente não tem sanidade mental

Nesta quinta-feira, a Justiça negou o primeiro pedido do advogado para que Fabiano Kipper Mai, 18 anos, seja submetido a exame

 Para evitar júri, defesa de autor da chacina em creche de SC tentará provar que cliente não tem sanidade mental André Ávila / Agencia RBS/Agencia RBS
Fabiano Kipper Mai invadiu a creche Aquarela e matou três bebês e duas professoras Foto: André Ávila / Agencia RBS / Agencia RBS

A defesa de Fabiano Kipper Mai, 18 anos, insistirá que o jovem, de 18 anos, seja submetido a um exame de sanidade mental. O objetivo é evitar futuro júri popular. Caso o teste comprove que Kipper Mai não tem condições de responder por seus atos, ele seria internado para tratamento. Na terça-feira (4), o jovem invadiu a creche Aquarela e matou três bebês e duas professoras em Saudades, Oeste de Santa Catarina.

Nesta quinta-feira (6), a Justiça negou o primeiro pedido feito pelo advogado Kleber dos Passos Jardim. O motivo, segundo o defensor, é o estado de saúde de Kipper Mai, que está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após tentativa de suicídio. A Justiça não negou, de acordo com Jardim, que a análise possa ser feita no futuro.

— O juiz deixou bem claro na decisão que ele não autorizou, porque nesse momento o Fabiano não foi ouvido pelo delegado. Se ele ganhar alta, em outra oportunidade deve ser deferido — explicou.

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O defensor foi convocado pelo juiz Caio Lembruger Taborda, da comarca  de Pinhalzinho, como advogado dativo ainda na madrugada de quarta-feira (5). Isso ocorre quando não há Defensoria Pública na região. Outros advogados também teriam sido procurados antes, mas negaram o pedido pela proximidade com as vítimas na região. Já Jardim tem escritório em Indaial, uma região mais distante.

O advogado afirma que está mantendo contato com um dos tios do jovem. Segundo ele, os pais de Kipper Mai estão extremamente abalados e mantidos na casa de um familiar.

— Os pais não têm condições de falar. São pessoas simples, humildes, analfabetos, estão realmente abalados. Eles são solidários às vítimas, mas também praticamente perderam o filho (...) seja pela questão prisional ou clínica, de alguma forma os pais perderam e estão tentando aceitar — alegou.

Jardim afirmou que o seu cliente sofria bullying e abandonou a escola "há pouco tempo", o que pode estar ligado ao crime.

Para o defensor, o perfil de Kipper Mai se aproxima ao dos autores dos massacres em Suzano, em São Paulo, ou Realengo, no Rio de Janeiro:

— Diante dos massacres que aconteceram no Brasil e internacionalmente, o perfil é esse mesmo: jogos online, pessoas muito fechadas, sofreram bullying, violência. Tem a questão mental também, ele acha que é um personagem.

O advogado ainda não conseguiu conversar com o cliente devido ao estado de saúde.

 
 
 
 
 
 
 
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