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Mudança

Após caso de médico detido dentro de UPA, Novo Hamburgo terá segurança privada em unidades de saúde

Com isso, a Guarda Municipal hamburguense deixará de realizar o serviço nas Unidades de Pronto Atendimento e no Hospital Municipal

11/04/2026 - 17h42min


Lisielle Zanchettin
Lisielle Zanchettin
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Vídeos GZH/Reprodução
Abordagem controversa da Guarda Municipal dentro de UPA resultou na prisão de um médico durante atendimento.

O Hospital Municipal de Novo Hamburgo e as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade terão segurança privada. A medida ocorre após o caso em que um médico foi imobilizado e detido por agentes da Guarda Municipal enquanto trabalhava. 

O contrato entre a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) e a empresa Solution Serviços, que será responsável pelos serviços, foi assinado nesta sexta-feira (10). A previsão é de a equipe inicie já nesta segunda-feira (13).

O contrato tem caráter emergencial, com vigência de 12 meses. Ao todo, 24 profissionais atuarão de forma ininterrupta, com cobertura 24 horas por dia, nos sete dias da semana. A equipe será responsável pela segurança das unidades Centro e Canudos, além do hospital. 

Os seguranças irão assumir o serviço que hoje é realizado pela Guarda Municipal de Novo Hamburgo. A mudança ocorre após o episódio de um médico que foi imobilizado e detido enquanto atuava na UPA Centro. O caso aconteceu no dia 26 de março. 

Tumulto segue sob investigação na Polícia Civil

Imagens de redes sociais mostram três guardas municipais na ação. O médico é concursado e ligado à Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo desde 2019. Ele segue afastado das funções.

A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, investiga o caso a partir de dois boletins de ocorrência: o de desacato, registrado pela Guarda Municipal, e um de lesão corporal, registrado pelo médico.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) acionou o Ministério Público (MPRS) para pedir uma investigação. O caso está com a promotoria do município. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) também acompanha o episódio e afirmou que o profissional fraturou uma costela.

Conforme a Fundação, a medida tem como principal objetivo reforçar a segurança de pacientes, trabalhadores e visitantes, além de garantir a proteção do patrimônio público. Entre as funções dos agentes estão o controle de acesso de pessoas e veículos e a vigilância preventiva para identificação de situações de risco.

Procurada, a prefeitura de Novo Hamburgo informou que "não fará nenhuma manifestação sobre".

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