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Educação infantil

Obras para construir a primeira Emei de Alvorada estão paradas

Empresa promete início da construção ainda para este ano

19/10/2015 - 07h03min

Atualizada em: 19/10/2015 - 07h03min


Jeniffer Gularte
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Tadeu Vilani / Agencia RBS
Deise deixou o emprego para cuidar das crianças

Os irmãos Endreo, seis anos, Rafaela, cinco, e Isabela, três anos, ganharam algodão-doce e refri no lançamento da obra da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) do Bairro Salomé, em Alvorada, em setembro de 2014. A construção, que seria a primeira escola infantil pública de Alvorada, teve festa e ato político, mas não passou da terraplanagem.

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Mais de um ano depois, o canteiro da obra, orçada em R$ 785 mil, com recursos do governo federal e da prefeitura, virou um terreno coberto pelo mato. Vivendo nas proximidades do local, os manos seguem aguardando a escolinha.

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Em nenhum outro município do Estado, as mães têm tantas dificuldades para conseguir creches. Alvorada ocupa o último lugar no ranking de oferta de vagas, segundo a Radiografia da Educação Infantil do Tribunal de Contas do Estado.

Em casa

Seguindo a sina que muitas mães que ficam sem vagas em creches públicas não conseguem escapar, Deise Severo, 24 anos, a mãe dos três irmãos, largou o emprego de caixa de supermercado para cuidar dos filhos. Ela ainda tem João Lucas, quatro meses.

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- Ficamos na mão! Se fosse pagar creche particular em turno integral, comprometeria quase todo meu salário - queixa-se.

Início das obras pode acontecer ainda em 2015

Em nota, a prefeitura de Alvorada afirmou que, em 2013, firmou dez contratos com a empresa MVC, para a construção de Emeis com recursos do Ministério da Educação. Conforme a nota, em setembro de 2014, a empresa iniciou as obras da Emei do Bairro Salomé.

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Dois meses depois, porém, foram interrompidas. Ainda segundo a prefeitura, a empresa apresentou defasagem de valores, cobrando 25% a mais em cada contrato.

Já a MVC afirmou ao DG que teve problemas com repasse de recursos do governo federal via Proinfância. Segundo a assessoria de comunicação, "não foi pago nada" e a previsão de retomada da obra será 30 dias após assinatura da solicitação de reequilíbrio financeiro, que está prevista para acontecer no dia 15 de novembro.

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As obras, portanto, começariam no mês seguinte, dezembro. A previsão de entrega é de oito meses.


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