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Seu problema é nosso29/08/2016 | 08h01Atualizada em 29/08/2016 | 08h17

Faltam medicamentos, fichas e prioridade para idosos no posto de saúde Modelo, na Capital

O publicitário Adriano do Canto está há três meses esperando por um medicamento para insuficiência renal

Faltam medicamentos, fichas e prioridade para idosos no posto de saúde Modelo, na Capital Leitor DG / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Leitor DG / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
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Na lista de medicamentos fixada na parede do Centro de Saúde Modelo, em Porto Alegre, várias letras ¿F¿ podem ser vistas ao lado dos nomes dos compostos químicos, significando que os remédios estão em falta. No último dia 17, quando o locutor publicitário Adriano do Canto, 47 anos, esteve no local, 34 dos 104 medicamentos distribuídos pela rede municipal de saúde não estavam disponíveis. Segundo ele, uma situação que se repete com bastante frequência desde o ano passado. 

— Nas farmácias do município não era costume faltar, mas hoje em dia, chegam a ficar até três meses sem medicação. O pior é que são medicamentos até baratos, principalmente para o município que compra em lote — observa Adriano, que há seis anos retira medicamentos na rede pública.

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Há 13 anos, Adriano fez um transplante de um rim, e por isso passou a utilizar remédios, entre eles, o furosemida 40mg, indicado para pacientes com distúrbios renais. Mas esse já é o terceiro mês que ele tenta retirar o remédio no Centro de Saúde e não consegue. Ele conta que chegou a procurar em outros postos de saúde, mas também recebeu a resposta de que o medicamento estava em falta e não havia previsão de chegada.

De acordo com o publicitário, o mesmo aconteceu durante três meses consecutivos com outros dois compostos, o carbonato de cálcio 1250mg e a levotiroxina 100mg, indicado para hipertireoidismo, que só voltaram a ser disponibilizados na segunda quinzena de agosto.

— Eu gasto muito com medicações, pois utilizo outros remédios que não são distribuídos pelo governo. O Carbonato de Cálcio custa em torno de R$ 80. Quando falta eu dou um jeito de comprar, mas fico pensando nos idosos que realmente não têm condições e ficam meses sem medicamentos para controle de pressão alta, por exemplo — observa.

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Aliás, de acordo com o publicitário, não há prioridade para atendimento de idosos no posto. Ele conta que é comum vê-los esperando na fila com os outros pacientes. Além disso, Adriano reclama que as fichas para atendimento geralmente acabam perto das 16h20min, cerca de 40 minutos antes do fechamento do posto, às 17h, mesmo que não haja fila. 

— Muitos idosos, por serem humildes e até por desinformação, não sabem que precisam perguntar primeiro se tem a medicação para depois entrar na fila. Eles esperam por horas e só depois descobrem que não tem o medicamento — conta Adriano.

Furosemida deve chegar até o dia 10 de setembro

A Secretaria Municipal da Saúde informou que foram comprados 650 mil comprimidos de furosemida dia 10 de junho. A empresa que ganhou a licitação solicitou troca da marca da furosemida e a SMS espera receber até o dia 10 de setembro. A única Farmácia Distrital que possui estoque de furosemida é a da Restinga. 

O carbonato de cálcio e a levotiroxina 25mg estão disponíveis no estoque no posto Modelo. Segundo a SMS, as faltas de medicamentos são, na maioria das vezes, por atraso nos repasses financeiros e valores insuficientes para a compra dos remédios. A procura aumentou, e os valores não são atualizados desde 2010, além do atraso na entrega dos fornecedores ou problemas na fabricação. 

A farmácia não tem guichê preferencial (uma reforma está prevista), mas o atendimento preferencial é feito quando necessário.

Produção: Carolina Lewis

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