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Seu problema é nosso15/09/2016 | 08h31Atualizada em 15/09/2016 | 08h34

Morador de Gravataí aguarda há três meses por coquetel de remédios para tratamento da hepatite C

A Secretaria Estadual da Saúde informou que a avaliação para liberação do medicamento deve ser concluída em até dez dias

Morador de Gravataí aguarda há três meses por coquetel de remédios para tratamento da hepatite C Arquivo pessoal/Leitor/DG
Foto: Arquivo pessoal / Leitor/DG

Há três meses, o aposentado Sebastião de Jesus Silva, 55 anos, aguarda que a Secretaria Estadual da Saúde libere os coquetéis de medicamentos para tratamento da hepatite C.

O morador de Gravataí descobriu a doença há oito meses, após começar a sentir dores nas pernas e passar por dez exames diferentes.

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Mal estar

Sem acreditar na gravidade da situação, Sebastião conta que o médico pediu que ele refizesse a bateria de exames para comprovar a suspeita. O que complicou ainda mais foi descobrir que a doença está avançando para cirrose no fígado e ele, inclusive, corre risco de morrer.

— Eu juntei toda a documentação necessária e levei na Secretaria da Saúde com pedido de urgência e me mandaram esperar em casa, porque ia demorar — queixa-se Sebastião.

A doença

A hepatite C consiste em um vírus transmitido pelo contato com sangue contaminado. A maioria das pessoas não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico.

Os novos antivirais apresentam 98% de chances de cura e aqueles que não são curados apresentam uma melhora e podem ter uma qualidade de vida superior se fizerem o tratamento corretamente.

Sebastião não bebe álcool, o que pode ser um dos motivos para problemas no fígado e conta que, com o desenvolvimento da doença, está impedido de comer vários alimentos, principalmente ácidos.

— Eu sinto dor, passo mal com tudo que como. É uma falta de respeito, estou esperando há meses por um medicamento que foi solicitado em caráter de urgência e do qual minha vida depende — diz ele.

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O coquetel de substâncias que Sebastião precisa custa muito caro e vem dos Estados Unidos, o que o deixa ainda mais preocupado.

— Eu vivo com um salário mínimo, não tenho condições de custear o tratamento — diz ele.

Prazo de até dez dias

A Secretaria Estadual da Saúde informou ontem que o paciente Sebastião de Jesus Silva solicitou os medicamentos na farmácia de medicamentos municipal de Gravataí em julho. O processo, segundo a secretaria, está com na uma consultoria técnica para avaliação, o que deverá ter conclusão em até dez dias.

A SES justifica a demora dizendo que o fornecimento desses medicamentos é feito pelo Ministério da Saúde, que efetua a compra e envia para os estados.


 
 
 
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