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Seu problema é nosso14/09/2016 | 08h03Atualizada em 16/09/2016 | 13h53

Mulher de Porto Alegre está há 23 dias sem medicamento para tratar diabetes

A Secretaria Estadual da Saúde informou que a insulina estará disponível na sexta-feira

Mulher de Porto Alegre está há 23 dias sem medicamento para tratar diabetes arquivo pessoal/leitor/dg
Foto: arquivo pessoal / leitor/dg

Há três meses, a dona de casa Roseli Maria Pereira da Silva, 26 anos, ganhou, por meio de processo judicial, o direito à retirada de seis unidades da insulina Glargina e três de insulina Lispro, para tratar a diabetes que ela tem desde os seis anos de idade.

O problema é que a Glargina está em falta desde o dia 23 de agosto na Farmácia de Medicamentos Especiais do Estado.

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Demora

Naquela data, Roseli não conseguiu retirar os remédios na farmácia especial, que fica na Avenida Borges de Medeiros, na Capital.

No dia 9 de setembro, a dona de casa estava com apenas três doses em estoque, o que a deixou ainda mais desesperada em função da possibilidade de não receber o tratamento regular.

Quando foi à farmácia para questionar a falta dos remédios, recebeu como resposta que não havia previsão para reposição do componente.

Problemas

— Na Ouvidoria me disseram que há 15 mil pacientes que precisam da Glargina no Rio Grande do Sul, e o governo disponibiliza apenas cerca de 1,7 mil unidades por mês. Achei que o processo seria a garantia de que eu nunca mais precisaria me preocupar com o remédio, mas me enganei — lamenta Roseli.

Cada refil da Glargina custa em torno de R$ 300. Se fosse comprar mensalmente, Roseli gastaria cerca de R$ 1,8 mil, valor que ela não tem disponível.

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Necessidade

A preocupação se dá justamente porque, apesar de caro, ela não pode ficar sem o medicamento. Inclusive, a insuficiência de um tratamento adequado para o caso de Roseli, há 10 anos, resultou na perda de um bebê.

— Eu preciso usar insulina diariamente e a Glargina é a única que mantém a glicose estável durante o dia todo — diz ela.

A falta deste medicamento completa hoje 23 dias e Roseli reclama do descaso da Secretaria Estadual da Saúde com os pacientes.

— Não estou pedindo nada além do meu direito de ter uma vida melhor convivendo com uma doença sem cura — lamenta.

Secretaria diz que remédio chega sexta

A Secretaria Estadual da Saúde informou ontem ao Diário Gaúcho que conseguiu remanejar os estoques do medicamento para atender a paciente Roseli Maria Pereira da Silva.

As doses da insulina Glargina de Roseli, segundo a secretaria da saúde, estarão disponíveis na Farmácia de Medicamentos Especiais, em Porto Alegre a partir desta sexta-feira, dia 16.

No dia 16 de setembro, a Secretaria Municipal da Saúde avisou ao Diário Gaúcho que enviou a resposta incorreta referente as insulinas. A que está disponível a partir desta sexta-feira é a Lispro e não a Glargina, que é justamente a que Roseli necessita. O órgão pediu desculpas pelo ocorrido e informou que a insulina Glargina está em falta no estoque, mas a Secretaria Municipal da Saúde já fez a licitação para compra do medicamento.


 
 
 

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