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Mundo da Gurizada23/12/2016 | 10h09Atualizada em 23/12/2016 | 10h09

Os pequenos e a tevê: de olho no que as crianças assistem

A televisão tem implicação na vida da criançada e não deve ser ignorada. Os pais devem reservar um tempo para acompanhar a programação com os filhos, para tornar a experiência mais rica

Os pequenos e a tevê: de olho no que as crianças assistem Bruno Alencastro/Agencia RBS
Gabriel e Nathan (D) se dividem entre as brincadeiras ao ar livre e os desenhos animados Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Em muitas casas, a televisão é praticamente uma pessoa da família. O som preenche a sala, ajuda a fazer companhia, garante momentos de entretenimento. Mas a tevê é bem mais que isso, especialmente para as crianças.

— A nossa cultura é audiovisual. Há grande espaço para mídias como televisão, cinema, internet. Ignorar isso na formação da criança é ignorar aspectos importantes da nossa cultura. A tevê tem implicação na vida — observa o coordenador do curso de Pedagogia da Unisinos, Maurício dos Santos Ferreira.

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Entre o brincar, os jogos e toda a ludicidade há espaço também para a televisão. Por isso, os pais precisam acompanhar o que as crianças assistem, interagir com elas para que se expressem, criem o senso crítico a partir daquilo que assistiram. Confira dicas para tornar este momento mais rico para a criançada. 

Entre a tevê e a bicicleta

O horário do meio-dia é sagrado na casa de Nathan dos Santos Jaques, seis anos, do Bairro Humaitá, na Capital. Depois de chegar da creche, o momento é de assistir a mais um episódio de Chaves. Só depois do programa ele almoça.

— É o que ele mais gosta — conta a mãe, a dona de casa Patrícia Gomes dos Santos, 27 anos.

Embora tenha esse hábito televisivo, é bem balanceada a rotina de brincadeiras: o menino um pouco anda de balanço na pracinha perto de casa, um pouco anda de bicicleta com o amigo Gabriel Garcia Cremondes, oito anos, entre outras atividades.

— Criança gosta de ver televisão, mas não tem coisas que não deixo ver, como filme de terror, por exemplo — comenta Patrícia, que costuma explicar para os filhos (também é mãe de Nathally, dez anos) o motivo da restrição, que inclui cenas de violência também.

Patrulha Canina, Dora Aventureira e Chaves entre os preferidos Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Quando as crianças estão em casa, Patrícia costuma assistir à programação escolhida pelos filhos.

— Eu olho o Chaves e dou risada — diverte-se a dona de casa.

Na manhã de quinta-feira, Nathan e Gabriel deram uma paradinha na brincadeira na rua para mostrar o que gostam de assistir na tevê. Patrulha Canina e Dora Aventureira estão entre as preferências.

— O Gabriel também gosta do Chaves, mas prefere ver o pançudo do Nhonho —_ disse Nathan.

Dez minutos de tevê e Nathan levantou do sofá:

— Vamos andar de bicicleta, Gabriel?

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Dicas

/// Os pais precisam acompanhar o que os filhos assistem e reservar um tempo para conversar com eles sobre os programas, instigar neles a narrativa, para que contem o que assistiram e como se sentem diante do conteúdo.

/// Ao escolher um programa para o filho assistir, o pai pode fazer a seguinte pergunta: esse programa provoca o pensamento?

/// Determinados programas, como as novelas, por exemplo, embora muito populares nos lares brasileiros, não são feitos para o público infantil e, dependendo da situação, o melhor seria que os adultos abrissem mão do programa. No entanto, caso seja inevitável que a criança tenha contato com o conteúdo, é possível falar sobre os temas suscitados com uma linguagem adequada à idade.

/// Não há motivo para esconder das crianças notícias que estejam acontecendo no mundo por julgar que têm conteúdo pesado, por exemplo. Essa pode ser uma oportunidade para os pais conversarem sobre o assunto, de maneira que não choque. Esses temas do noticiário podem, também, ser explorados em aula.

/// Quanto mais narrativas as crianças tiverem contato, mais ampliará o senso crítico. É importante estimular que a criança não assista apenas o desenho de um super-herói, ou uma princesa específicos, por exemplo, mas outros tipos de histórias.

/// Sem especificar idade, o professor dá uma dica que pode ajudar os pais na hora de liberar a tevê: observe quando a criança já consegue prestar atenção numa contação de histórias, aí já terá condições de acompanhar algum tipo de desenho animado ou programa infantil. Um bebê, por exemplo, não acompanha uma narrativa, portanto não agrega para eles esse tipo de atividade.

/// Em relação à duração do contato com a tevê (número de horas), é uma questão de bom senso. Deve ser dosado com brincadeiras ao ar livre, leitura de livros e outras atividades.

Fonte: Maurício dos Santos Ferreira, coordenador do curso de Pedagogia da Unisinos

 
 
 

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    Rebelde Sem Calçasegundo que eu acho muito zoado falarem que ele morreu no RS e só tem matéria do diário de pernambuco falando sobre e nenhum jornal gauchohá 4 horas Retweet
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