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Seu Problema é Nosso11/01/2017 | 08h18Atualizada em 11/01/2017 | 08h18

Idosa de Alvorada aguarda há seis anos consulta com ortopedista para trocar prótese na perna esquerda

A Secretaria Municipal da Saúde informou que ela terá que passar novamente pelo posto com um clínico geral

Idosa de Alvorada aguarda há seis anos consulta com ortopedista para trocar prótese na perna esquerda Leitor DG/Arquivo Pessoal
Foto: Leitor DG / Arquivo Pessoal

— Eu só quero conseguir caminhar sem dor.

A frase é da aposentada Vera Lúcia da Silva Carvalho, 62 anos, que espera há seis anos para trocar a prótese que tem na perna esquerda. Este é o tempo que a moradora do Bairro Maria Regina, em Alvorada, aguarda uma consulta com ortopedista pelo Sistema Único de Saúde (Sus). A morosidade acabou piorando o seu estado de saúde: o osso entortou, provocando fortes dores e impedindo a aposentada de caminhar normalmente.

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— Eu faço as coisas me arrastando. Caminho de bengala e, mesmo assim, preciso me apoiar nos móveis — relata a idosa.

Há 17 anos, Vera Lúcia sofre de uma doença chamada osteocondromatose, que caracteriza-se pelo surgimento de caroços ósseos no esqueleto. No caso dela, o problema se manifesta na tíbia (maior e mais interno dos dois ossos da perna).

Quando descobriu a doença, ela era funcionária da prefeitura de Porto Alegre e tinha um plano de saúde que dava direito a consultas no Hospital Porto Alegre, onde iniciou o tratamento e fez uma cirurgia de colocação de uma prótese.

Há cerca de seis anos, a alteração no valor do plano de saúde a impediu de manter o convênio e Vera passou a procurar o Sus para continuar o tratamento.

A aposentada conta que solicitou uma consulta no posto de saúde perto de sua casa, mas nunca foi chamada.

— Eu já perdi as esperanças — lamenta.

Remédios fortes

Sabendo das condições financeiras da idosa, um ortopedista especializado em tumor ósseo, com quem ela consultou particular algumas vezes, continuou atendendo Vera sem cobrar nada.

A cada seis meses, sempre após as consultas do dia, o médico encaixa a aposentada, e prescreve medicações para dor e exames. No entanto, nem os remédios mais fortes estão sendo suficientes para acabar com o sofrimento da paciente.

— O remédio que ela toma é "parente" da morfina, não tem mais o que fazer, pois as pernas dela não desincham mais. Se ela tivesse conseguido a consulta antes, não estava neste estado — relata a filha de Vera, a dona de casa Lisiane Carvalho Ávila, 39 anos.

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Vera terá de retornar ao posto

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde de Alvorada, a última consulta com clínico geral, na UBS Cedro, na qual Vera recebeu encaminhamento para ortopedista, foi em 2008. Mas a paciente nunca foi chamada pelo especialista.

Em janeiro de 2016, Vera esteve novamente no posto, mas apenas para renovação de receita.

A secretaria esclarece que a prefeitura conta com ortopedista. A orientação é que Vera retorne à UBS Cedro, passe pelo clínico e, se for o caso, ele encaminhará para o especialista. É o município quem inclui o nome da paciente no setor de regulação do Estado, em caso de necessidade de cirurgia.


 
 
 

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