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Cerro Branco03/02/2017 | 17h53Atualizada em 03/02/2017 | 18h03

Cachorro morre ao tentar defender dono durante assalto

Animal da raça pastor alemão saltou em cima de ladrão e levou um tiro na cabeça

Cachorro morre ao tentar defender dono durante assalto Arquivo Pessoal/
Foto: Arquivo Pessoal
Ana Karina Giacomelli
Ana Karina Giacomelli

ana.karina@diariogaucho.com.br

Uma tentativa de assalto a uma loja na cidade de Cerro Branco, Região Central do Estado, acabou de forma heroica e triste para Lucinda e Zeno Züge, proprietários do estabelecimento. O cachorro do casal, um pastor alemão de um ano e dois meses, levou um tiro na cabeça ao defender Zeno do ladrão.

O caso aconteceu na tarde de terça-feira, dia 31, quando os donos e o cão estavam sozinhos no local. Lucinda, que atendia no balcão, viu uma moto parar em frente ao seu comércio. De repente, um homem armado entrou gritando e pedindo dinheiro.

— Meu marido estava na entrada da loja, lendo jornal. O homem apontou a arma para a cabeça dele e disse: "É um assalto, passa o dinheiro pra cá" — relembra Lucinda.

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Zeno tentou reagir, o ladrão fez um movimento brusco e Cóbi, que estava deitadinho no canto da loja, como sempre ficava, se levantou e saltou na direção do assaltante, em defesa do dono. O bandido se virou e atirou na cabeça do pastor alemão.

— Foi tudo muito rápido. Quando vi, Cóbi já estava morto, deitado no chão.

O homem ainda insistiu, pediu novamente o dinheiro, mas os proprietários já haviam dito que estavam sem nada em caixa. Ele acabou saindo da loja de mãos vazias. Segundo a polícia, o bandido seria foragido do presídio de Candelária.

— Em quase 15 anos de comércio, nunca tínhamos sido assaltados. Mas a tristeza maior foi perder o Cóbi. Ele era nosso companheiro. Todos os vizinhos e clientes gostavam dele. Era um cachorro muito dócil. Foi nosso herói — diz Lucinda.

Parceiro de todas as horas

Foto: Arquivo Pessoal

Cóbi chegou na casa da família ainda filhote e, desde pequeno, já acompanhava os passos do casal em tudo. No início da manhã, auxiliava nas tarefas domésticas, como alimentar as galinhas, buscava a vassoura para Lucinda varrer o estabelecimento e esperava o entregador de jornal na porta da loja para entregar na mão de Zeno.

— Ele sempre foi muito inteligente e obediente. Eu dizia: Cóbi, cuida da loja que vou no armazém e já volto. Ele deitava na porta e ali ficava até eu voltar — conta Lucinda.

Com o tempo, era o próprio cachorro quem ia no armazém buscar alguma coisa que faltava:

— Eu amarrava uma sacolinha na coleira dele, ligava para o dono do armazém para pedir algo que havia faltado em casa (nada de muito pesado) e falava para o Cóbi ir buscar. Ele chegava no armazém, colocavam o produto na sacolinha e ele voltava rapidamente para a loja.

Para tentar diminuir o vazio deixado pelo companheiro canino, um novo filhote está a caminho de Cerro Branco neste final de semana.

— Meu filho que mora em Porto Alegre vai nos trazer outro cachorro da mesma raça para nos ajudar a superar a perda do Cóbi. Sei que não vai ser a mesma coisa, mas, quem sabe ele acaba se tornando um novo amigo, um companheiro.


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