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Seu problema é nosso20/06/2017 | 09h42Atualizada em 20/06/2017 | 09h42

Moradores de Quintão reclamam da má conservação das ruas e atendimento de saúde precário

O  aposentado Enio Luiz Voltz cogita deixar o balneário se a prefeitura não tomar providências

Moradores de Quintão reclamam da má conservação das ruas e atendimento de saúde precário Arquivo Pessoal/Leitor/DG
Rua Alegrete Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

O balneário de Quintão, no município de Palmares do Sul, é um destino comum de moradores da Região Metropolitana no verão. Porém, sofre com problemas em serviços básicos – como o atendimento no posto de saúde e a má conservação das ruas – quando a estação do calor se vai.

Os problemas de mobilidade se tornaram ainda piores após as mais recentes chuvas.

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Por vezes, as vítimas dessa falta de cuidado são pessoas que deixaram a cidade grande em busca do sonho de morar na calmaria da praia, a 120km da Capital.

Pesadelo

O aposentado Enio Luiz Voltz, 59 anos, é um desses sonhadores. Há oito anos, abriu mão da vida movimentada em Cachoerinha para morar em Quintão. Porém, a atual situação da cidade faz com que o morador cogite deixar o distrito.

Nas últimas semanas, Enio foi um entre os moradores de Quintão que buscaram o DG para demonstrar indignação com a situação do distrito.

O aposentado garante que, ao menos desde março desse ano, não viu a água baixar da altura dos joelhos na Rua Alegrete, onde vive. O morador conta que a via chegou a ser interditada. Para ele, a causa do alagamento é uma obra malfeita pela prefeitura, que deveria escoar a água proveniente das dunas.

O valo aberto ao longo da Avenida Paraguassu, que corta a cidade de Sul a Norte, tem um trecho incompleto, próximo à Avenida dos Bancários, na região central. Desse modo, a água que, antes, corria naturalmente para o mar ou para as lagoas do Cipó e da Porteira, agora fica represada no valo inacabado e retorna para a Alegrete, transformando a via em um riacho.

Outro motivo que faz o morador da Rua Alegrete pensar em dar adeus ao balneário é o atendimento no posto de saúde de Quintão. O local funciona em turnos de 12 horas – das 8h às 20h.

— É um absurdo que o atendimento seja somente até as 20h. Se alguém tem alguma emergência após esse horário, precisa de uma ambulância para levar para longe, até Palmares do Sul ou mesmo para Tramandaí e Osório, dependendo do caso — denuncia Enio.

Prefeitura assume problema

O secretário de Obras de Palmares, Elizeu Monteiro, admite que a obra do valo ficou incompleta. E diz que o problema segue porque um ato de vandalismo estragou o motor da única escavadeira hidráulica do munícipio.

— Encheram o motor de pedras e estragou. Demoramos em fazer todos os trâmites legais e consertar a máquina. A previsão é que, até o fim desse mês, ela esteja pronta. E terminar o valo é uma das nossas prioridades — promete.

Sobre as reclamações do horário de atendimento no posto de saúde, o chefe de gabinete da prefeitura, Benai Medeiros, explica que emergências após as 20h são conduzidas até o Hospital São José, em Palmares. A instituição é particular, mas mantém convênio com a prefeitura.

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Moradores querem atenção

A praia de Quintão está sofrendo. Esse é o desabafo da moradora Jaqueline Mendes, 32 anos, do Bairro Santa Rita. Segundo a doceira autônoma, as ruas estão cheias de buracos e de barro. Ela reclama ainda da péssima iluminação pública do balneário.

A estudante Roberta do Nascimento, 15 anos, também do Bairro Santa Rita, reclama de um valo que encheu de areia próximo à sua casa, na Rua Troia. Em vez de escorrer a água da rua, ele transborda. Em dias de chuva, a jovem não consegue sequer sair de casa para ir à escola.

Rua Troia Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Moradora de Quintão há nove anos, Maristela Müller, 53 anos, do Centro, reclama do excesso de saibro que a prefeitura coloca na Avenida Esparta para tentar tapar os buracos. Em dias de tempo seco, a poeira gera grande incômodo. Segundo ela, já foram sete cargas de saibro na via só nesse ano.

Avenida Esparta Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG


 

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