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Sala de Aula06/07/2017 | 08h00Atualizada em 07/07/2017 | 17h05

Conheça os gaúchos que vão representar o Brasil em campeonato mundial de educação técnica

Quem cursa o ensino técnico profissionalizante pode participar de competições ao redor do mundo para se tornar um profissional mais completo

Conheça os gaúchos que vão representar o Brasil em campeonato mundial de educação técnica Carolina Grossini / Divulgação/Senac/Divulgação/Senac
Júlia Goulart, Gérson Nunes e Vitória Guimarães vão para Abu Dhabi competir na Wordlskills desse ano Foto: Carolina Grossini / Divulgação/Senac / Divulgação/Senac

Quem está matriculado em algum curso técnico profissionalizante — como gastronomia ou cabeleireiro — tem chance de ganhar muito mais do que a capacitação. Você sabia que, enquanto seus conhecimentos vão sendo aprimorados na área que você escolheu, é possível participar de competições ao redor do mundo para testar suas habilidades e adquirir reconhecimento na sua futura profissão? 

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Um exemplo de "copa do aprendizado" é a Worldskills. A competição é realizada a cada dois anos e reúne estudantes de vários países. Os participantes são jovens de até 22 anos que disputam provas ligadas às suas áreas de ocupação. Eles podem ser alunos ou ex-alunos das escolas.

Na edição deste ano, pelo menos três estudantes gaúchos, estudantes do Senac, estarão representando o Brasil em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Lá, será realizada a 44ª edição do evento, entre os dias 14 e 19 de outubro. 

Júlia Goulart, 20 anos, é um desses alunos. Moradora do Bairro Passo da Areia, na Capital, ela cursava o ensino médio no Colégio Estadual Florinda Tubino Sampaio, no Bairro Petrópolis, quando ganhou uma bolsa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O curso escolhido foi de Técnico em Enfermagem, e foi ali que deu seu primeiro passo na direção da competição. 

Para chegar ao Worldskills, é preciso passar por algumas etapas. A primeira é a disputa entre alunos da mesma escola, em que qualquer estudante de cursos profissionalizantes pode se inscrever — como fez Júlia. Logo, ela avançou para a etapa seguinte — entre alunos do Senac de todo o Estado — e depois para a etapa nacional, que venceu e garantiu a disputa em Abu Dhabi. 

— Sempre quis estudar na área da saúde. Saber que esse esforço está trazendo uma recompensa tão boa é gratificante — comemora.

Vitória se formou em 2014 e vai representar o país na ocupação cabeleireiro Foto: Fernanda Bugs / Divulgação/Senac

A jovem Vitória Guimarães, 19 anos, que se formou em 2014 no curso de Cabeleireiro e desde lá vem se dedicando à Worldskills, também vai representar o Brasil. Foi em novembro do ano passado que a gaúcha de Charqueadas garantiu a classificação. 

Acompanhando as duas meninas fora do país, Gérson Carvalho Nunes, 19 anos, vai representar a área de gastronomia. Fissurado pelas panelas desde guri, buscou um curso que pudesse lhe ajudar a ingressar no mercado de trabalho logo após concluir o ensino médio. O rapaz conciliava a escola com o curso de Gastronomia quando começou a trabalhar na área como auxiliar em eventos.

Reconhecimento veio após vitória na Worldskills 

Quando o assunto é a maior competição de educação do mundo, o aluno Gérson recebe orientações de um especialista. Seu professor, Ricardo Dornelles, 24 anos, participou da competição em 2015 e voltou para o Brasil com a primeira medalha conquistada por um brasileiro na Ocupação Cozinha. Ele ficou em terceiro lugar na área. 

O docente conta como a participação em competições é importante para se destacar no cenário profissional. O maior exemplo é a sua contratação para dar aulas na instituição. 

Ricardo foi contratado para dar aulas na instituição depois de conquistar uma medalha na competição internacional Foto: Carolina Grossini / Divulgação/Senac

— Quando voltei da Worldskills, já surgiram várias oportunidades por todo o país. Eu pude prestar consultoria a diversos estabelecimentos, até no Nordeste. Logo depois, ainda surgiu a oportunidade de ser professor, o que mostra como valeu a pena o meu esforço — relembra Ricardo.

Para ele, quem pretende se destacar em algum ramo profissional precisa de duas coisas. A primeira é saber que terá de abrir mão de alguns momentos de lazer para conquistar o objetivo. A outra é ter autonomia. O profissional explica que o estudante não pode esperar o professor para tudo, assim como não esperará pelo chefe no mercado de trabalho. Ele deve correr atrás, crescer sem depender dos outros. Ricardo comemora o resultado que conquistou seguindo por esse caminho.

— Grandes profissionais da área, que eu admirava ou só via na televisão, se tornaram colegas e amigos, que me conhecem e me chamam pelo nome, me tratam como um profissional. Isso graças às conquistas nas competições internacionais — reitera o professor.

Alunos são bolsistas

Júlia conseguiu iniciar o curso depois de ganhar uma bolsa de estudos em um programa do governo federal Foto: João Alves / Divulgação/Senac

A Coordenadora de Internacionalização do Núcleo de Educação Profissional do Senac-RS, Carla Cassol, explica que a participação nessas competições faz com que os estudantes "cheguem ao mercado de trabalho como profissionais muito mais completos". 

Ela conta que os jovens ganham a chance de adquirir um comportamento profissional que é exigido pelo mercado internacional. Carla acrescenta que o viés comportamental — que inclui dedicação, profissionalismo e pontualidade nas tarefas profissionais, entre outras competências — é estimulado nos alunos.

E tudo isso vem de forma gratuita, para gerar oportunidades. No Senac, todos os alunos selecionados para competições internacionais se tornam bolsistas e têm seus custos com treinamentos, viagens e workshops custeados pela empresa.

— A Júlia começou o curso dela graças a uma bolsa do Pronatec, e agora vai representar o país em uma competição internacional. Isso mostra como todos podem conseguir alcançar o objetivo, mesmo quem não tem condições de pagar um curso técnico — exemplifica a coordenadora.

Rotina de treinos

Gérson treina até 12 horas por dia para a competição Foto: Cristina Schulze / Divulgação/Senac

Enquanto a competição não chega, os treinos seguem. Os jovens treinam no mínimo oito horas por dia nas dependências da instituição.

Esse esforço é compensado com resultados que impressionam. Convidado recentemente para participar de uma competição na Rússia, Gérson superou os anfitriões na pontuação do campeonato. 

E, pouco tempo depois de conversar com o Diário Gaúcho, estava embarcando para a Austrália com a colega Vitória. Lá, os dois participarão como convidados de mais uma competição internacional. Tudo serve como preparação para Worldskills.

Fique ligado

— Se você estiver cursando o nível técnico em alguma instituição de ensino e tem interesse em participar de competições como a WorldSkills, converse com seus professores para saber se escola está habilitada a concorrer e como se inscrever.

— Na Worldskills, para chegar à competição internacional, é preciso passar pelas etapas Escolar, Regional e Nacional.

— São aceitos estudantes com até 22 anos completos no ano da competição, que estejam cursando ou tenham concluído o ensino técnico em diversas áreas. A idade mínima para participar varia de acordo com a ocupação disputada, girando entre 16 e 18 anos.

— Você pode conferir detalhes da competição deste ano no site da Wordlskills (o site está em inglês e em árabe).

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*Produção: Alberi Neto


 

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